Site icon Jetss BR

Daniella Marques rebate críticas e afirma que “competência não tem gênero”


Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que pretende contribuir para o plano de governo do candidato e apresentou propostas voltadas às mulheres. (Foto: Instagram)

Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, publicou nas redes sociais no sábado (24.out.2026) uma declaração dirigida às mulheres brasileiras. Mãe de Artur e Pedro, ela afirmou que tem espaço para questionar e ajudar a elaborar o plano de governo do candidato à Presidência.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Marques disse que competência não tem gênero e que a vida pública precisa de pessoas preparadas para resolver problemas reais. Afirmou também que poderia ter escolhido uma vida tranquila, mas decidiu se expor, fazer sacrifícios e lutar pelo Brasil em que acredita. Segundo ela, tem sido alvo de ataques, mentiras e tentativas de desqualificar sua trajetória.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Na declaração, a economista abordou desafios enfrentados pelas brasileiras. Ela mencionou que, em 2025, uma mulher foi assassinada no Brasil a cada 6 horas e que a maioria dessas mortes ocorreu dentro de casa. Também falou sobre o medo da violência e do tráfico, a sobrecarga de trabalho doméstico — quase o dobro das horas dedicadas pelos homens — e as dificuldades de mães que criam os filhos sozinhas.

Marques citou mais de 11 milhões de mães solo e mais de 800 mil crianças à espera de uma vaga em creche. Segundo ela, mais de 40 milhões de mulheres estão com o nome sujo e 4 em cada 10 são responsáveis pelas contas da casa. Muitas, disse, adiam exames e consultas por falta de tempo ou por não poderem deixar de trabalhar.

Ao relembrar sua trajetória, Marques disse ter trabalhado por muitos anos no mercado financeiro e servido ao governo federal antes de presidir a Caixa, onde milhões de mães recebem benefícios sociais. Ela afirmou ter ouvido, em visitas a agências e comunidades, que mais de 70% das mulheres consultadas sonhavam em ter o próprio negócio. Também mencionou o Caixa Pra Elas, projeto encerrado quando Lula assumiu.

Como parte do plano de governo de Flávio Bolsonaro, ela apresentou propostas de atendimento integrado a mulheres, com apoio para denúncias, assistência psicológica, orientação jurídica, cursos, emprego, crédito e renegociação de dívidas. O plano também prevê solicitar medidas protetivas pelo celular, monitorar agressores de maior risco com tornozeleiras eletrônicas, ampliar creches em tempo integral e ajudar mães a obter vagas na rede particular quando não houver lugar na pública.

As propostas incluem apoio à conquista da casa própria, cursos gratuitos ligados a oportunidades de trabalho e ações contra facções e para recuperar territórios dominados pelo crime. Marques afirmou que jovens com acesso a escola, trabalho e oportunidades não precisam recorrer ao tráfico. Sobre as críticas, disse ter sido reduzida ao rótulo de “mulher da economia” e comparada a outra profissional por ambas serem mulheres na área. Ela associou a expressão a uma fala de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, no debate da Band de 18 de outubro, quando ele mencionou “a tua mulher da economia” e o modelo de Javier Milei.

Exit mobile version