Site icon Jetss BR

Drauzio diz que prometer um Einstein a cada brasileiro é tratar o povo como idiota


Drauzio Varella criticou, neste sábado (24), a proposta de oferecer ao SUS atendimento de “padrão Einstein”, defendida por um candidato à Presidência. (Foto: Instagram)

O médico Drauzio Varella criticou nas redes sociais, no sábado (24.out.2026), véspera do 2º turno das eleições, a proposta de um candidato à Presidência. Na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Sem mencionar Flávio nominalmente, Drauzio disse que o candidato afirma que governará “do jeito do pai dele”. Segundo o médico, isso seria “uma tragédia para a saúde”. Ele também criticou a promessa de oferecer um hospital Albert Einstein a cada brasileiro, dizendo que ela engana a população e que nenhum país consegue garantir esse padrão a todos.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A declaração faz referência ao que Flávio disse durante o debate da Band, em 18 de outubro. Na ocasião, o senador afirmou que, em um eventual governo seu, o SUS (Sistema Único de Saúde) teria “padrão Einstein”, em alusão ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, considerado um dos melhores hospitais privados do país.

Flávio afirmou que queria levar ao SUS o atendimento da rede privada, com tecnologia, médicos, consultas marcadas e sem filas. Drauzio contestou a viabilidade de oferecer esse nível de serviço a toda a população e declarou que nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes, como o Brasil, ousou disponibilizar saúde gratuita para todos.

Na publicação, o médico também defendeu que o SUS já reúne os recursos necessários, sem que seja preciso “inventar nada”. Como exemplo, citou a atenção básica e o trabalho dos agentes comunitários de saúde, que, segundo ele, vão de porta em porta.

Drauzio disse que até então nunca havia declarado publicamente seu voto, pois procurava manter a atividade médica distante das paixões partidárias. Afirmou, porém, que o país vive outra realidade e concluiu que seria “uma temeridade” deixar uma pessoa que considera irresponsável cuidar da saúde da população.

Exit mobile version