Eleições 2026: fiscais do PL são suspeitos de crime eleitoral

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Dois fiscais do PL foram conduzidos à Polícia Federal após suspeita de propaganda eleitoral irregular em um local de votação no Catete, no Rio. (Foto: Instagram)

Dois fiscais do Partido Liberal (PL) foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, na Praça Mauá, após suspeita de boca de urna durante o segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25), no Rio de Janeiro. A ocorrência foi registrada no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Catete, Zona Sul da cidade. Os envolvidos são suspeitos de tentar influenciar eleitores a votar no senador Flávio Bolsonaro (PL).

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Uma das ocorrências mobilizou a Polícia Militar após denúncias de possível propaganda eleitoral irregular dentro do local de votação. Segundo Ronaldo Pimentel, administrador do colégio, a equipe responsável pela organização do pleito foi acionada depois de relatos de que uma mulher abordava eleitores para tentar influenciar seus votos em favor de Flávio Bolsonaro. A mulher foi identificada por profissionais do colégio como fiscal do PL, mas usava um crachá com a identificação de “delegado”.

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De acordo com Pimentel, fiscais foram verificar a situação após as reclamações e encontraram indícios de propaganda eleitoral irregular. A abordagem provocou um desentendimento entre os envolvidos, que se intensificou, levando a administração a pedir apoio policial. Tanto os fiscais eleitorais quanto a equipe responsável pelo prédio acionaram a Polícia Militar. Após a intervenção, os envolvidos foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.

Funcionários da unidade de ensino também disseram que a mulher teria se envolvido em situação semelhante no primeiro turno, quando, segundo eles, pediu votos para Flávio Bolsonaro. O juiz federal Tiago Portes esteve no colégio para acompanhar a ocorrência e, conforme as informações divulgadas, identificou indícios de possível crime eleitoral. Entre as suspeitas citadas estão captação ilícita de votos e injúria.

Em comunicado, a Polícia Militar informou que dois indivíduos foram retirados do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti e conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, na Praça Mauá, região central do Rio. A ação foi realizada por agentes do 2º BPM, em Botafogo, após determinação do juiz responsável pela 16ª Zona Eleitoral.

No país, o Ministério da Justiça contabilizou 58 ocorrências relacionadas ao segundo turno até as 11h deste domingo (25). Foram 11 registros de propaganda eleitoral irregular, dez de outros crimes eleitorais e sete de desordem que poderia comprometer a votação. O balanço também apontou cinco casos de boca de urna, cinco de descumprimento de determinações da Justiça Eleitoral e cinco de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto, além de dois casos suspeitos de compra de votos ou corrupção eleitoral.

Para reforçar a segurança do pleito, 312.718 agentes foram mobilizados em diferentes regiões do país. Até o horário do levantamento, 11 pessoas haviam sido conduzidas às autoridades, dez termos circunstanciados de ocorrência tinham sido registrados e três prisões em flagrante haviam sido formalizadas.