Eleições 2026: Lula fecha campanha com quebra de protocolo na Avenida Paulista

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Lula participa de caminhadas em Copacabana e na avenida Paulista neste sábado (24). (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encerrou hoje sua campanha com um ato em São Paulo. Ao lado do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), percorreu a Avenida Paulista em um carro aberto por pouco mais de duas horas, diante de uma multidão de apoiadores.

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Antes do evento, Lula conversou com a imprensa e voltou a criticar seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Associou o rival à milícia e contestou o que classificou como políticas de “retrocesso” para o País. Também comparou a mobilização nas ruas à eleição presidencial de 1989, quando chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Fernando Collor, então governador de Alagoas.

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“​​Nesse segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político. É uma coisa de pessoas que se preocupam com o País, de pessoas que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto”, afirmou o presidente. Mesmo com pesquisas de intenção de voto que o colocavam atrás de Flávio ou em empate técnico, Lula declarou confiar na vitória.

O carro deixou a Paulista, na esquina com a Alameda Campinas, pouco depois das 16h. Como a concentração de apoiadores dificultava o avanço, Lula saiu do veículo durante o percurso. Em uma quebra de protocolo, subiu no trio elétrico reservado à imprensa e seguiu nele até o encerramento do ato, perto do cruzamento da avenida com a Avenida da Consolação.

Os 14 quarteirões da Paulista, desde as proximidades da estação Brigadeiro do metrô, estavam ocupados por apoiadores. Antes de trocar de veículo, Lula fez um breve discurso e afirmou que aquela era a maior manifestação da história da avenida. Em publicação na rede social X, a conta do petista informou que o ato reuniu “mais de 2 milhões” de pessoas.

A maioria dos participantes vestia roupas vermelhas e usava adereços em apoio a Lula e ao PT. Também havia pessoas com camisetas amarelas da Seleção Brasileira. Durante o evento, manifestantes ergueram cartazes com mensagens favoráveis ao presidente e críticas à família Bolsonaro e aos Estados Unidos. Alckmin acompanhou Lula, assim como sua esposa, Rosângela Silva, conhecida como Janja, os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva e lideranças regionais ligadas ao PT.