
Rui Costa defende que Bruno Reis seja preso após redução da circulação de ônibus em Salvador durante o segundo turno. (Foto: Instagram)
O senador eleito Rui Costa (PT-BA), coordenador da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o partido pretende pedir a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). A iniciativa, segundo ele, está ligada à redução da circulação de ônibus na capital baiana durante o segundo turno das eleições.
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Na avaliação de Rui Costa, a diminuição da frota poderia dificultar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. O caso foi levado ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que acolheu um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
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A decisão do TRE-BA determinou a retomada imediata de toda a frota do transporte coletivo de Salvador, com quantidade de veículos e intervalos equivalentes aos de dias úteis. Também estabeleceu gratuidade para os passageiros e multa de R$ 1 milhão caso a ordem seja descumprida. A federação pediu ainda que a Justiça Eleitoral analise a possibilidade de prender o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.
Rui Costa acusou o prefeito de cometer crime eleitoral e afirmou que a situação dificultaria o exercício da vontade dos eleitores. O senador eleito defendeu que Bruno Reis fosse preso. O prefeito, por sua vez, rebateu as acusações e negou que tenha ocorrido irregularidade na operação do transporte público.
Bruno Reis declarou que Salvador já oferecia gratuidade nos ônibus em dias de eleição antes de a medida ser prevista em lei ou respaldada por decisões judiciais. Segundo ele, o serviço funcionou normalmente em votações anteriores, inclusive nas eleições vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva na cidade.
O prefeito reconheceu, porém, que 75 ônibus ficaram retidos na garagem de uma empresa na manhã deste domingo (25). Ele atribuiu o atraso à atuação de sindicalistas ligados ao PT, que, conforme sua versão, foram até a entrada da concessionária e colaram adesivos do partido nas janelas dos veículos. Bruno Reis disse que os ônibus permaneceram parados até a retirada do material e que, depois disso, voltaram a circular.
