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Falhas no transporte para votar são denunciadas em SP, RJ, BA e outros estados; STF autoriza prorrogação


Problemas no transporte público dificultaram o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições presidenciais. Diante das denúncias, o ministro do STF Cristiano Zanin determinou a prorrogação da votação por duas horas em todo o país. (Foto: Instagram)

O segundo turno das eleições presidenciais no Brasil foi marcado, neste domingo (25), por denúncias de problemas no transporte público que dificultaram o deslocamento de eleitores. Às 17h, horário previsto para o fechamento das urnas, o ministro do STF Cristiano Zanin determinou que a votação fosse prorrogada por mais duas horas em todo o país. A medida ocorre diante da determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o transporte seja gratuito e opere com a frequência de dias úteis. Em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva pediu mais tempo para votar e criticou a situação.

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A menos de uma hora do encerramento previsto, havia relatos de falhas em pelo menos dez estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e Paraíba. Eleitores que ainda não tinham conseguido chegar aos locais de votação organizaram grupos de carona solidária pelo WhatsApp. Na capital paulista, usuários disseram esperar mais de uma hora por ônibus para diferentes bairros, sobretudo na zona leste, onde não há circulação de metrô. Em grandes terminais, ônibus permaneciam parados e as partidas tinham longos intervalos, em contraste com a operação de um dia útil.

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Uma usuária identificada como Luciana relatou ter esperado 1h05 por um ônibus no início da linha. Segundo ela, o aplicativo da SPTrans indicava que cinco veículos passariam naquele período, e não seria possível atribuir a demora ao trânsito. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, é aliado de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno com Lula (PT).

Lula afirmou que a situação era inadmissível em uma cidade como São Paulo e anunciou que o PT havia pedido a prorrogação do horário de votação nos municípios onde os problemas fossem constatados. A ação do partido alegava que apenas 60% dos veículos estariam circulando na capital. O candidato à reeleição criticou a atuação de governadores, prefeitos e empresários. A SPTrans atribuiu o cenário a “desafios operacionais” para cumprir a decisão judicial de sexta-feira (23), que determinava a circulação de 100% da frota.

Em Salvador, ao menos 75 ônibus teriam sido impedidos de deixar a garagem pela manhã por estarem adesivados em apoio à candidatura de Lula. O PT denunciou o episódio ao TRE-BA. O tribunal determinou a prisão do secretário Municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e ordenou o restabelecimento imediato de toda a frota, em operação equivalente à dos dias úteis. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu os problemas a questões operacionais nas garagens e a mobilizações.

A gratuidade e a frequência habitual dos ônibus municipais e intermunicipais nos dias de eleição foram estabelecidas pelo STF em 2023, após dificuldades de deslocamento registradas no pleito de 2022. Cabe às prefeituras e aos governos estaduais garantir a aplicação da regra. O TSE e o STF analisavam pedidos de adiamento, enquanto o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, declarou pouco mais de uma hora antes do fim previsto da votação que as dificuldades de transporte estavam sendo corrigidas.

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