
Flávio Bolsonaro voltou a divulgar uma alegação falsa sobre mesários na véspera do segundo turno. (Foto: Instagram)
Na noite deste sábado (24), véspera do segundo turno, Flávio Bolsonaro voltou a divulgar a afirmação falsa de que mesários poderiam votar no lugar de eleitores ausentes. Durante uma transmissão ao vivo para seus seguidores, o candidato do PL à Presidência pediu que apoiadores se credenciassem em um site e retornassem às seções eleitorais no domingo.
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A alegação havia sido divulgada pelo senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) em um canal de apoio a Flávio. A mensagem foi encaminhada 22 mil vezes. Gayer foi procurado, mas não respondeu.
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Na live, Flávio orientou os eleitores a voltarem às suas seções às 17h para “fiscalizar” os mesários. Ele disse que “sempre tem gente mal intencionada” e, sem apresentar evidências, levantou a possibilidade de que mesários aproveitassem o fim da votação para registrar votos em nome de pessoas que não compareceram.
“Quando der 17 horas, quando acabar a votação, onde você vota vai pra lá e fica fiscalizando para ver se não vai acontecer de mesário começar a lançar voto no lugar de pessoas que não foram votar”, afirmou. Segundo ele, os apoiadores deveriam apenas “olhar” e verificar “se ninguém vai fazer nada de errado”.
A Justiça Eleitoral adota diferentes procedimentos de identificação, habilitação e registro de comparecimento para impedir que uma pessoa vote no lugar de outra. Além disso, a votação não se encerra automaticamente às 17h: ela termina depois desse horário caso ainda haja eleitores na fila esperando para votar.
Assim, a existência de registros de votos após o horário oficial não indica, por si só, fraude. Depois das eleições, a Justiça Eleitoral também compara os registros de comparecimento com os de justificativa de ausência para identificar possíveis irregularidades.
Durante a transmissão, Flávio disse que, “se Deus quiser”, será eleito presidente no domingo. Também criticou o adversário, afirmando que Lula “está cansado”. “Não vamos ter mais divisão de esquerda e de direita. É todo mundo unido pela mudança”, declarou, ao lado de Daniella Marques, assessora econômica de sua campanha.
