Janja vota em SP e afirma que o povo não entregará o país a um miliciano

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Janja Lula da Silva votou neste domingo (25) no Colégio Rainha da Paz, em São Paulo. (Foto: Instagram)

A primeira-dama Janja Lula da Silva votou neste domingo (25.out.2026), às 12h40, no Colégio Rainha da Paz, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ao deixar a seção eleitoral, conversou com jornalistas e disse que a escolha definiria o Brasil do futuro.

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Janja afirmou que a decisão era entre “o autoritarismo ou o da democracia”. Sem mencionar Flávio Bolsonaro (PL) pelo nome, chamou-o de miliciano e declarou ter certeza de que o povo não entregaria o país “para um miliciano” nem “para um cara que defende um assassino de criança”, em referência ao caso Ana Clara.

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Questionada sobre as críticas que vem recebendo, a primeira-dama disse que não comentaria o assunto. Ela afirmou que mantém uma conexão forte com o marido e que os dois conversaram sobre as decisões tomadas durante a campanha. Também declarou que o episódio mostrava que o ódio contra as mulheres continua presente no país, sendo destilado contra elas e matando muitas.

Na ocasião, Janja vestia uma camiseta branca com uma imagem de Lula segurando a bandeira do Brasil, calça preta e tênis Onitsuka Tiger. Mais cedo, ao acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Bernardo do Campo (SP), ela usava roupa preta. Durante a passagem pela cidade, mandou um jornalista “se catar”, depois que ele disse que o petista parecia desanimado.

Janja passou a ser alvo de críticas dentro do PT após o resultado do primeiro turno. Integrantes do partido consideravam que ela interrompia participantes em reuniões de campanha e avaliavam negativamente sua presença frequente e suas interferências nas ações eleitorais. Sua participação em comícios também gerava incômodo, especialmente quando cantava “Tapete vermelho”, jingle em tom gospel que exalta a trajetória política de Lula.

Em 7 de outubro, a ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, declarou publicamente que Janja “está ocupando um espaço maior” do que o vice-presidente Geraldo Alckmin. As críticas haviam sido feitas um dia antes, em 6 de outubro, numa reunião em Brasília entre Lula e aliados que disputaram governos estaduais e vagas no Senado. O encontro tratou de mudanças na estratégia para o segundo turno.