
Lula votou em São Bernardo do Campo neste domingo (25) e comentou a agressão à vereadora Iara Pimentel, que atribuiu a apoiadores de Bolsonaro. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste domingo (25.out.2026) que o “outro lado” está impondo violência ao país. Ele citou a agressão à vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), ao falar com jornalistas depois de votar em São Bernardo do Campo (SP). Foi sua última manifestação pública antes do início da apuração do 2º turno.
Lula atribuiu o episódio a bolsonaristas e afirmou que o caso, junto a outras ocorrências, evidencia “o que está em jogo” no país. “A contrapartida disso é a violência que o outro lado está impondo à nação brasileira”, disse. O ataque ocorreu na noite de sábado (24.out), na avenida Sanitária, após um ato de campanha pró-Lula.
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Segundo a assessoria de Iara Pimentel, o carro de som em que ela estava foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. Registros do episódio mostram homens usando camisetas de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e lançando objetos contra o veículo. A vereadora recebeu atendimento do Samu e foi levada à Santa Casa. A descrição de Lula divergiu dos relatos: a ação ocorreu contra uma carreata, e não em um bar, e não houve confirmação de fratura no nariz.
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O presidente aproveitou a referência ao caso para defender o convívio entre pessoas com opiniões e crenças diferentes. “A coisa mais sagrada da democracia é a convivência democrática na diversidade”, afirmou. Lula disse que vizinhos não precisam torcer pelo mesmo time para viver em harmonia e acrescentou que também não precisam apoiar o mesmo candidato ou seguir a mesma religião.
Ao tratar da decisão dos eleitores, Lula contrapôs propostas que, segundo ele, representam visões distintas para o país. “Se a gente quer um Brasil que distribua milhões de livros didáticos pra sua escola, ou a gente quer um Brasil em que distribua a possibilidade de comprar milhão de armas”, declarou. Ele também atacou Flávio Bolsonaro, chamando-o de “pessoa desqualificada moralmente, eticamente, pessoalmente”. Disse estar convencido de que o povo “jamais permitirá” que o senador ocupe o Palácio do Planalto.
Aos 80 anos, Lula disputa o 4º mandato e não deve concorrer a outra eleição. Ele votou às 10h02 na Escola Estadual João Firmino Corrêa de Araújo, após sair de casa por volta das 9h. O voto ocorreu pouco mais de uma hora depois do de Flávio. Na 6ª feira (23.out), o PT declarou que aquela seria a “última vez” em que seria possível votar “nesse gigante”.
Depois de votar, Lula apontou para o número 13 no peito, cumprimentou os mesários, pegou uma bandeira do Brasil e posou para uma foto. Estava acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva; do vice-presidente, Geraldo Alckmin; da segunda-dama, Lu Alckmin; do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; e do ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira. Também foram com ele Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda; Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente; Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento; e Alexandre Padilha, ministro da Saúde.
