Lula e Flávio Bolsonaro pedem à Justiça a extensão do horário de votação

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Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro pedem mais tempo de votação em meio a problemas no transporte público e temporais. (Foto: Instagram)

A campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a votação seja estendida por duas horas em todo o País. A solicitação foi motivada por problemas na oferta de ônibus em diversas cidades. Mais cedo, um pedido semelhante havia sido encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas abrangia apenas dez Estados.

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Já a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE mais duas horas de votação em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A equipe apontou risco à participação dos eleitores devido a temporais e alagamentos nessas regiões. O ministro do STF Cristiano Zanin é o relator do pedido de análise da prorrogação.

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Pelas regras eleitorais, os eleitores podem entrar nos locais de votação até as 17 horas. Quem estiver no local até esse horário recebe uma senha para assegurar o direito de votar. A coligação petista pediu que uma eventual extensão venha acompanhada da manutenção do transporte coletivo gratuito, com frota de dia útil, por até duas horas após o novo encerramento. Segundo a campanha, a medida em âmbito nacional garantiria igualdade entre os eleitores.

As prefeituras de São Paulo e Salvador relataram dificuldades logísticas para colocar toda a frota em circulação no domingo. Na capital baiana, a Justiça Eleitoral chegou a determinar a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza. O presidente do TSE, Kāssio Nunes Marques, disse que não descartava estender o horário diante da redução de ônibus em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana. Ele afirmou que era necessário avaliar a dimensão do problema na Bahia e que o tribunal aguardava um relatório.

A gestão municipal de Salvador também alegou que adesivos de campanha em alguns veículos dificultaram a saída dos ônibus das garagens, por risco de crime eleitoral. Em São Paulo, a campanha do PT afirmou que a frota operava com apenas 60% da capacidade e pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira. O pedido ainda estava sob análise da Justiça.

A Prefeitura de São Paulo informou que, no sábado, 24, avisou as empresas de ônibus sobre a exigência de circulação da frota completa. A SPTrans declarou que ampliar a operação em prazo tão curto traz desafios e dificulta reorganizar escalas, jornadas e rotinas de trabalho. Além de pedir mais tempo para votar, a campanha petista solicitou que o TSE determinasse à Polícia Federal e às demais autoridades policiais a prisão em flagrante de responsáveis por impedir eleitores de votar. A coligação citou 249,7 mil publicações e 848,7 mil interações sobre “transporte” nas plataformas digitais, entre 8h e 13h30, como sinal de que os problemas atingiam eleitores em todo o País.