Mais de 158 milhões de eleitores votam neste domingo, com seções abertas às 8h

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Mais de 158 milhões de brasileiros voltam às urnas neste domingo para escolher o presidente; seis unidades da Federação também definem seus governadores. (Foto: Instagram)

Mais de 158 milhões de brasileiros devem voltar às urnas neste domingo, 25, para escolher o presidente no segundo turno. Eleitores do Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins, além do Distrito Federal, também decidirão os governadores, pois nenhum candidato obteve mais de 50% dos votos válidos na primeira etapa. Pela terceira vez, a votação terá horário unificado: as seções abrem às 8h e fecham às 17h, pelo horário de Brasília.

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Nas cidades em outros fusos, os horários serão ajustados ao da capital federal. No Acre, por exemplo, a votação ocorrerá das 6h às 15h, no horário local. A mudança também afetará o funcionamento das seções em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. Nos Estados e no Distrito Federal onde ainda há disputa para governador, o voto para o cargo estadual, identificado por dois dígitos, será feito primeiro; em seguida, será escolhido o presidente, também com dois dígitos. Em 21 Estados, os eleitores votarão apenas para presidente, pois os governadores foram eleitos no primeiro turno: Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Quem tem biometria cadastrada pode se identificar pelas digitais. Os demais precisam apresentar documento oficial com foto, como RG, identidade social, passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho, registro profissional reconhecido por lei ou CNH. O e-Título também é aceito, mas o prazo para baixá-lo terminou no dia anterior. Antes de sair, os eleitores devem consultar o site do Tribunal Superior Eleitoral ou o aplicativo para confirmar o local e verificar possíveis alterações de zona ou seção. É permitido levar uma cola de papel com os números dos candidatos, mas não entrar com celular. Bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros adornos são permitidos; distribuir material eleitoral, inclusive santinhos, é crime no dia da eleição.

A apuração está prevista para começar às 17h, horário de Brasília, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os resultados poderão ser acompanhados em tempo real, com informações do órgão. Após o fechamento das urnas, também haverá transmissão ao vivo com detalhes da votação, da apuração e análises das disputas. Conforme o TSE, 158.745.463 pessoas estão aptas a votar, 1,82% a mais que em 2024, quando havia 155.912.680 eleitores. O eleitorado está distribuído por 5.571 municípios, em 517.206 seções e 2.641 zonas eleitorais.

As mulheres representam 52,84% do eleitorado e os homens, 47,15%; 23.336 pessoas, ou 0,01%, não têm gênero informado. Pela quinta eleição consecutiva, pessoas transgênero, transexuais e travestis podem ter o nome social impresso no título e no caderno de votação. Neste ano, 38.472 eleitores farão essa opção, ante 41.537 em 2024. São Paulo concentra 21,48% do eleitorado, Minas Gerais, 10,32%, e o Rio de Janeiro, 8,1%.

No primeiro turno, mais de 33 milhões de brasileiros não votaram, e a abstenção foi de 21,07%, a maior em uma eleição presidencial desde 1998. O índice cresceu continuamente: foi de 16,75% em 2006, 18,12% em 2010, 19,39% em 2014, 20,33% em 2018 e 20,95% em 2022. No exterior, 918.876 brasileiros estão aptos a votar exclusivamente para presidente e vice, pouco mais de 0,5% do total. Eram cerca de 697 mil em 2022 e pouco mais de 354 mil em 2014. Entre os eleitores no exterior, aproximadamente 528 mil são mulheres e 391 mil, homens; 52% são solteiros, 42% casados, 6% divorciados e 1% viúvos. Há ainda 6.614 pessoas com deficiência, equivalentes a 0,72% desse eleitorado.

Os eleitores no exterior estão distribuídos por 134 países e 186 cidades. No primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 47,6% dos votos válidos fora do Brasil, contra 43,5% de Flávio Bolsonaro (PL); Lula foi o mais votado em 85 localidades e Flávio, em 59. No Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e pessoas analfabetas. Estão cadastrados 1,6 milhão de jovens nessa faixa etária e quase 17 milhões de eleitores acima dos 70, mais de um em cada dez aptos a votar. Esse grupo cresceu 15,75% em relação a 2022.