
Votação no exterior registra maior participação inicial no segundo turno (Foto: Instagram)
Quase 1 milhão de brasileiros vivem fora do país, e os primeiros resultados de locais onde a votação já terminou apontam maior participação no 2º turno das eleições presidenciais deste domingo, 25 de outubro. Na Nova Zelândia, na Austrália, na China e no Japão, os dados iniciais indicam mais votos do que no primeiro turno, realizado no dia 4. A confirmação de uma tendência nacional depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro turno, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou os números dos eleitores no exterior. A eleição também coloca Luiz Inácio Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa.
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Na Nova Zelândia, a soma dos votos recebidos pelos dois candidatos quase dobrou em comparação com a votação anterior. O crescimento da participação também foi registrado na Austrália, na China e no Japão. Como esses países estão em fusos horários diferentes do Brasil, os brasileiros que vivem na Ásia e na Oceania estiveram entre os primeiros a concluir a votação deste domingo. Os dados ainda são iniciais e mostram o movimento nesses locais, sem confirmar por si só o resultado da participação em todo o país.
No primeiro turno, a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado brasileiro. De acordo com o TSE, mais de 33,4 milhões de pessoas não foram às urnas, um dos maiores percentuais de ausência em eleições presidenciais desde a redemocratização. Entre os brasileiros que vivem no exterior, a falta às urnas foi maior: 62,69%, conforme balanço oficial divulgado pelo TRE-DF. Dos 916.534 eleitores aptos a votar fora do Brasil, 341.766 compareceram no primeiro turno.
Os números iniciais do segundo turno no exterior apontam para uma possível mudança em relação à abstenção elevada da primeira votação. Ainda será necessário aguardar a consolidação dos dados do TSE após o encerramento da votação em todo o país para saber se a tendência também se repetiu no Brasil. A participação observada na Nova Zelândia, na Austrália, na China e no Japão é um primeiro indicativo, mas não permite antecipar os números nacionais nem afirmar que a abstenção caiu em todo o território brasileiro.
Desde a redemocratização, o Brasil teve sete eleições presidenciais decididas em segundo turno. Até então, 2022 foi o único ano em que mais eleitores compareceram às urnas na segunda votação do que na primeira. Naquele ano, Luiz Inácio Lula (PT) voltou à presidência do Brasil. Quatro anos depois, Lula tenta reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno na liderança.
Segundo os dados do TSE, 123,6 milhões de brasileiros votaram no primeiro turno de 2022, contra 124,2 milhões no segundo. A diferença foi de mais de 570 mil eleitores. No mesmo período, a abstenção recuou de 20,95% para 20,59%, interrompendo uma sequência de eleições presidenciais em que a ausência crescia no segundo turno. Neste domingo, mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar e escolher quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos. Se a maior participação observada inicialmente no exterior também se confirmar no país, a abstenção poderá cair novamente entre os turnos.
