
TRE-BA determina circulação de toda a frota de ônibus em Salvador e prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. (Foto: Instagram)
Após denúncia da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador eleitoral Maurício Kertzman Szporer, ordenou que a Prefeitura de Salvador e as empresas de transporte coloquem toda a frota de ônibus da capital em circulação. O descumprimento da decisão pode gerar multa de R$ 1 milhão por hora.
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A determinação foi encaminhada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e às concessionárias e empresas que operam o transporte público em Salvador. A Justiça Eleitoral também acionou as polícias Civil e Federal para fiscalizar o cumprimento da medida.
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A federação, que apoia a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recorreu à Justiça Eleitoral por causa da oferta de ônibus no segundo turno das eleições, neste domingo (25). Na petição apresentada ao tribunal, os partidos afirmaram que, às 11h05, vários coletivos continuavam nas garagens, prejudicando o deslocamento dos eleitores.
Relatos publicados nas redes sociais apontaram pontos lotados e demora superior a uma hora pela passagem de ônibus. A professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Vânia Bezerra afirmou que linhas teriam sido retiradas de circulação e disse suspeitar de um possível “boicote” para impedir que a população chegasse às urnas.
O dirigente do Sindiquímica Bahia, Alfredo Júnior, também relatou dificuldade para usar o transporte. Em um vídeo, mostrou um ponto cheio e um ônibus que passou sem parar. Ele afirmou que aquele era o terceiro coletivo a não atender os passageiros e acusou a Prefeitura de Salvador e ACM Neto de tentar impedir os baianos de votar.
A vereadora Marta Rodrigues (PT) e a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) cobraram explicações do prefeito e providências. Lídice declarou que a redução do transporte levantava a suspeita de uma tentativa de dificultar o acesso da população às urnas. O senador Rui Costa confirmou que a Justiça Eleitoral havia sido acionada e criticou Flávio Bolsonaro, associando a retirada dos ônibus a crime eleitoral.
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu os atrasos a “problemas operacionais em algumas garagens, gerados por manifestações políticas”. Já o governador Jerônimo Rodrigues (PT) informou que disponibilizou a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública para identificar policiais habilitados na categoria D que pudessem dirigir ônibus, se necessário. Reeleito em primeiro turno, ele disse que não aceitaria ações que impedissem os baianos de exercer o direito ao voto.
