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Zanin estende votação até as 19h em todo o País


Zanin determina que a votação seja prorrogada até as 19h em seções eleitorais ainda abertas. (Foto: Instagram)

BRASÍLIA — O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o Brasil. A decisão liminar atendeu a um pedido da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que relatou dificuldades de eleitores para chegar aos locais de votação.

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Em Salvador e São Paulo, houve relatos de falta de ônibus. Zanin afirmou que a gravidade dos fatos, comunicados ao STF às 16h32min49s daquele domingo, 25 de outubro de 2026, e a urgência da situação justificavam estender por duas horas o recebimento dos votos, cabendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) executar a medida.

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A decisão foi assinada às 17h01, um minuto depois do encerramento oficial da votação. Em uma nova manifestação, Zanin esclareceu que a prorrogação valeria apenas para seções eleitorais ainda não encerradas. A divulgação da liminar gerou dúvidas no TSE sobre como proceder, e ministros da Corte discutiram o assunto por cerca de uma hora.

Em ofício, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, recomendou aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) que mantivessem abertas até as 19h as urnas que ainda não tivessem sido lacradas. Mais cedo, ele havia dito que diligências em Salvador apuravam se a prefeitura deixou de disponibilizar a frota de ônibus exigida para o transporte de eleitores. Segundo Nunes Marques, dificuldades de locomoção estavam sendo resolvidas.

O TRE do Distrito Federal informou que não conseguiria cumprir a determinação, pois recebeu a notícia depois do horário de fechamento e não havia como estender a votação. Na Bahia, o TRE determinou, naquele domingo, a prisão do secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, por causa da falta de ônibus. Nunes Marques disse receber relatórios do órgão local, que investigava possível falha na prestação do serviço.

Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, criticou a decisão. Em publicação, afirmou considerar impressionante a intervenção de ministros do STF e pediu que, em nome da democracia, não prevalecessem o que chamou de “golpe judiciário” ou “chicana administrativa”.

Marco Aurélio Carvalho, advogado e um dos coordenadores da campanha à reeleição de Lula, celebrou a medida como uma garantia do direito ao voto. Questionado sobre o momento em que foi tomada, disse que o essencial era permitir que todos votassem, independentemente de lado político. Também afirmou confiar na vitória da campanha e rejeitou que o resultado fosse decidido “no tapetão”. Carvalho pediu que a população divulgasse a prorrogação e ajudasse outras pessoas a chegar às urnas.

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