
A abstenção diminuiu em 17 Estados, no Distrito Federal e no exterior entre o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2026, segundo levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quase 3 milhões de eleitores a mais compareceram às urnas neste domingo, 25, para escolher entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula venceu a disputa.
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As maiores quedas proporcionais no não comparecimento foram registradas no exterior, com redução de 4,32%, na Bahia, com 3,26%, em Pernambuco, com 2,99%, em São Paulo, com 2,73%, e em Mato Grosso do Sul, com 2,63%. A maior participação dos eleitores contribuiu para a diminuição dos índices nessas localidades.
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A redução da abstenção era uma das principais apostas do PT para que Lula revertesse a votação, depois de Flávio terminar o primeiro turno à frente. O comparecimento de quase 3 milhões de eleitores adicionais, porém, não explica sozinho a vitória do presidente. Na comparação com o primeiro turno, Lula ampliou sua vantagem em 10,3 milhões de votos.
No segundo turno, Lula recebeu 64,2 milhões de votos, ante 53,8 milhões de Flávio. O senador também conquistou 3,7 milhões de votos a mais em relação à votação anterior, mas o crescimento não foi suficiente para vencer a eleição.
O primeiro turno de 2026 registrou o maior índice de abstenção desde 1998, quando 21,7% dos eleitores não votaram. Desde aquele ano, a participação nas urnas vinha aumentando a cada eleição, com uma única exceção: 2022, quando Lula disputou a Presidência com o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar da queda em 17 Estados, no Distrito Federal e no exterior, a abstenção aumentou em nove Estados no segundo turno. O maior avanço proporcional ocorreu no Amapá, onde o índice subiu 8,06%.
