
Lula pediu “democracia sempre, ditadura e fascismo nunca mais” ao celebrar a reeleição na avenida Paulista. (Foto: Instagram)
Ao encerrar o discurso na comemoração pela vitória no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu “democracia sempre, ditadura e fascismo nunca mais”. O ato ocorreu na avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (25.out.2026), após a reeleição do presidente para um quarto mandato, algo inédito.
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Com 99,99% das urnas apuradas, os dados do Tribunal Superior Eleitoral apontavam Lula com 51,78% dos votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecia com 48,22%. Durante a celebração, Lula pediu também que fosse executado o Hino da Independência e voltou a afirmar que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
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A frase sobre o país não caber no quintal de ninguém vem sendo repetida pelo presidente desde o início das tensões com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e integrante do Partido Republicano. “Ontem eu fiquei emocionado e quero pedir outra vez para tocar o Hino da Independência, para eles saberem que nós não cabemos no quintal de ninguém”, declarou Lula.
Na celebração, o presidente reconheceu a contribuição do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do deputado André Janones (Rede-MG), do líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), e do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Tanto no ato quanto no primeiro discurso após a divulgação do resultado, Lula passou a palavra inicialmente ao vice.
Lula também ressaltou a importância das redes sociais e afirmou que usará o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado por Janones, para se comunicar. Embora tenha sido um dos principais articuladores da mobilização digital da campanha, o deputado rejeitou ser apontado como responsável pela virada. “A gente reagiu à covardia”, disse.
Camilo Santana e Rafael Fonteles também tiveram papel importante na mudança do cenário eleitoral. Antes do primeiro turno, os dois petistas se dedicaram às campanhas em seus respectivos Estados. No segundo turno, foram chamados para a coordenação nacional e, nas últimas semanas, acompanharam Lula em todas as reuniões e na maioria dos eventos.
Com a vitória, Lula permanecerá no Palácio do Planalto até 2031. Ao fim de 2026, terá completado 12 anos no poder, somando os oito anos dos dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, aos quatro anos do mandato atual, de 2023 a 2026. Ao concluir o quarto mandato, chegará a 16 anos na Presidência e terá 85 anos.
Esse período será superior ao de qualquer outro presidente eleito desde a redemocratização. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) governou por oito anos, de 1995 a 2002. Lula já havia alcançado esse mesmo tempo ao terminar seu segundo mandato e, com a nova eleição, deverá dobrá-lo.








