
B3 suspende negociações por 30 minutos após Ibovespa cair 10%. (Foto: Instagram)
A B3 interrompeu por 30 minutos as negociações no mercado à vista depois que o Ibovespa recuou 10% em relação ao fechamento anterior. A suspensão alcança ações, BDRs, ETFs, opções vinculadas a esses ativos e títulos de renda fixa privada. A bolsa ainda informará o horário de retomada das operações.
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Durante a pausa, ordens que não estiverem participando de leilão poderão ser canceladas. Pelas regras do circuit breaker, uma queda de 10% do índice provoca a interrupção por 30 minutos. Após a reabertura, se o Ibovespa chegar a uma baixa de 15%, os negócios são suspensos por uma hora; se o recuo atingir 20%, a B3 pode determinar uma paralisação por período a ser definido e comunicar a decisão ao mercado.
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O mecanismo não pode ser acionado nos últimos 30 minutos do pregão. Caso a interrupção aconteça durante a última hora de negociação, o encerramento do mercado poderá ser prorrogado em até 30 minutos, permitindo a reabertura e a retomada das operações contínuas. A queda do índice ocorreu após a reação negativa do mercado ao resultado do segundo turno, realizado no dia anterior, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o próximo mandato. A decisão reforçou preocupações do mercado financeiro com a política fiscal do País.
A paralisação desta vez é a 24ª desde a criação do mecanismo. Em 1997, durante a crise asiática, as negociações foram interrompidas em 7 e 12 de novembro. No ano seguinte, em meio à crise russa, houve cinco interrupções por quedas de 10%; em 10 de setembro, o circuit breaker foi acionado duas vezes. As outras paralisações ocorreram em 21 de agosto e em 4 e 17 de setembro. Na crise cambial brasileira de 1999, o mecanismo voltou a ser acionado em 13 e 14 de janeiro, quando o Ibovespa atingiu mínimas de 5.277 e 5.050 pontos, respectivamente.
Em 2008, a crise financeira iniciada nos Estados Unidos após o pedido de concordata do Lehman Brothers levou à interrupção dos negócios da Bovespa em seis ocasiões. A primeira ocorreu em 29 de setembro; as outras cinco foram em outubro: duas vezes no dia 6 e também nos dias 15, 19 e 22. Em 2017, o mecanismo foi acionado depois que a delação premiada da JBS quase derrubou o governo do então presidente Michel Temer.
Em 2020, foram seis acionamentos, nos dias 9, 11, 12, 16 e 18 de março. O período foi marcado pela forte volatilidade nos mercados globais, diante das incertezas iniciais sobre a pandemia de coronavírus e das medidas extraordinárias adotadas por governos para conter os efeitos econômicos da doença. A interrupção atual é a primeira desde aquele período.
