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Conselheiro de Trump compartilha discurso de Flávio em inglês


Jason Miller publicou no X uma versão em inglês do pronunciamento em que Flávio Bolsonaro contestou o resultado da eleição presidencial e anunciou que pediria a anulação do pleito. (Foto: Instagram)

Jason Miller, conselheiro político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou no X uma versão em inglês do pronunciamento de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a eleição presidencial brasileira. O senador falou na noite de domingo (25.out.2026), após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e declarou que não reconheceria o resultado.

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Na fala divulgada por Miller, Flávio contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação. O senador afirmou que pretende pedir a anulação do pleito: “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”.

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Com todas as urnas apuradas, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio recebeu 48,21%. A diferença entre os dois foi de 4.430.191 votos. O petista conquistou seu 4º mandato após terminar o primeiro turno atrás do adversário. Miller já havia apoiado a candidatura de Flávio em março; ele trabalhou nas campanhas presidenciais de Trump em 2016, 2020 e 2024 e integrou a equipe de transição do governo norte-americano.

Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, também criticou no X a ampliação do período de votação. Ao compartilhar uma mensagem do advogado Martin De Luca sobre a decisão de Zanin, acusou a imprensa norte-americana de usar critérios diferentes conforme a orientação política dos envolvidos. “Se um governo conservador no Brasil fizesse isso, todo mundo na imprensa mainstream americana perderia a cabeça, mas acho que eles estão apenas escolhendo ficar em silêncio porque é tudo pela causa”, escreveu, em tradução para o português.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, publicou um vídeo em inglês pedindo pressão internacional e defendendo que estrangeiros não reconhecessem a eleição. O ex-deputado alegou que houve fraude, mas não apresentou provas.

Zanin determinou que a votação fosse estendida até as 19h, duas horas além do horário inicialmente previsto. A decisão ocorreu após ação da coligação de Lula, que apontou dificuldades no transporte de eleitores. A campanha de Flávio também pediu mais tempo, mas para 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia. Já a equipe de Lula solicitou que a extensão valesse em todo o país.

Depois, Zanin esclareceu que a prorrogação se aplicaria apenas aos locais em que as urnas ainda não tivessem sido fechadas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou essa orientação em nota oficial: a decisão não determinou a reabertura de seções já encerradas. Após a divulgação do resultado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou ter “absoluta segurança do processo eleitoral” e afirmou que a Justiça Eleitoral cumpriu a determinação judicial.

A vitória de Lula também repercutiu na imprensa internacional. O New York Times destacou a reeleição do petista e a derrota do filho de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL). O Washington Post avaliou que o resultado interrompeu uma sequência de avanços da direita na América Latina. A BBC ressaltou que Lula contrariou uma tendência regional de derrotas de governantes em exercício e vitórias de candidatos da direita.

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