
Elon Musk questionou nas redes sociais o aumento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno. Dados sobre participação e votos brancos e nulos ajudam a explicar a diferença. (Foto: Instagram)
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ser debatida nas redes sociais após Elon Musk questionar os números da disputa presidencial. O empresário comparou os votos do primeiro e do segundo turno e afirmou que “a matemática não fecha”. Dados eleitorais, porém, apontam fatores que ajudam a explicar parte do aumento.
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Nesta segunda-feira (26), Musk publicou a crítica na rede social X, da qual é proprietário. A comparação compartilhada pelo bilionário destacava a votação de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) nas duas etapas da eleição e levantava dúvidas sobre o crescimento dos votos do presidente reeleito.
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Lula recebeu aproximadamente 53,9 milhões de votos no primeiro turno e 64,1 milhões no segundo, uma diferença de cerca de 10,3 milhões. A publicação de Musk tratou o avanço como improvável, mas a votação final ocorreu em um cenário diferente: no segundo turno, os eleitores escolheram entre apenas dois candidatos.
Também houve mudanças na participação dos eleitores. A abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, o que levou cerca de 2,83 milhões de pessoas a mais às urnas. No mesmo período, o total de votos brancos e nulos diminuiu aproximadamente 1,83 milhão.
Além disso, os votos dados aos candidatos que não avançaram à etapa final puderam ser direcionados a Lula ou a Flávio Bolsonaro. A redução das abstenções e dos votos brancos e nulos, somada à redistribuição dos votos, ajuda a compreender o crescimento da votação dos dois candidatos no segundo turno.
Ainda nesta segunda-feira, Musk compartilhou outra publicação que levantava suspeitas sobre a ampliação do horário de votação em algumas seções eleitorais. O conteúdo era de Martin de Luca, advogado que representa empresas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao republicar a postagem, o empresário escreveu: “Uau”.
A discussão dizia respeito à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que autorizou a extensão da votação até as 19h, pelo horário de Brasília. A medida foi tomada diante de relatos de problemas no transporte público de eleitores e se aplicava às seções que ainda estavam abertas. Os locais que já haviam encerrado os trabalhos não foram reabertos.








