
Edson Fachin pediu respeito ao resultado das eleições e defendeu diálogo e estabilidade institucional após a reeleição de Lula. (Foto: Instagram)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu neste domingo (25.out.2026) respeito ao resultado das eleições presidenciais e defendeu serenidade, estabilidade institucional e diálogo entre os Poderes após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi divulgada em nota às 22h11.
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Fachin afirmou que a vontade popular expressa nas urnas deve ser respeitada e que, encerrada a disputa, as instituições precisam agir com responsabilidade. Segundo ele, a República se fortalece quando reconhece a soberania popular, fundamento da legitimidade democrática e expressão da cidadania.
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A nota foi publicada após um dia de questionamentos sobre a oferta de transporte público aos eleitores. Denúncias de redução da frota de ônibus em municípios da Bahia levaram o ministro Cristiano Zanin, do STF, a determinar que o horário de votação fosse estendido até as 19h em todo o país. A medida gerou uma situação excepcional no encerramento do segundo turno: algumas seções eleitorais já haviam fechado às 17h e não foram reabertas.
Fachin não citou diretamente as denúncias relacionadas ao transporte nem a decisão de Zanin. Em vez disso, concentrou-se na legitimidade do resultado e na preservação das instituições. Defendeu que as diferenças próprias da democracia não impeçam a busca por soluções comuns para os desafios nacionais e disse que o Brasil precisa de paz, estabilidade institucional e respostas às aspirações da sociedade.
O presidente do STF também ressaltou a independência e a harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário, conforme previsto na Constituição. Para ele, o respeito recíproco, o diálogo institucional e a fidelidade às competências de cada Poder devem orientar sua atuação. Mesmo diante de divergências, afirmou, as respostas precisam ser buscadas dentro dos limites constitucionais, preservando o equilíbrio entre os Poderes e o Estado Democrático de Direito.
Fachin declarou que o STF seguirá exercendo suas atribuições com independência, imparcialidade e fidelidade à Constituição, protegendo direitos fundamentais, a segurança jurídica e o acesso à Justiça, sempre dentro de sua competência. Ele também agradeceu a mesários, voluntários, servidores e magistrados que trabalharam nas eleições e definiu a Justiça Eleitoral como patrimônio do Judiciário brasileiro. Ao concluir, defendeu transformar a legitimidade das urnas em compromisso com o futuro e as divergências em diálogo republicano, afirmando que a Constituição é um ponto de encontro e a democracia, um compromisso permanente.
