
Donald Trump Jr. criticou a decisão de ampliar até as 19h a votação do segundo turno no Brasil. (Foto: Instagram)
O empresário norte-americano Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou no domingo (25.out.2026) a decisão do Supremo Tribunal Federal de ampliar o horário de votação nas eleições brasileiras. Em publicação no X, ele criticou a prorrogação determinada para o segundo turno.
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Trump Jr. compartilhou uma postagem do advogado Martin de Luca, que atuou em processos da Rumble e da Trump Media contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. De Luca alegou que houve fraude eleitoral no Brasil e se referiu ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o “próximo Nicolás Maduro”.
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Na publicação, De Luca questionou se Lula esperaria que a comunidade internacional reconhecesse como livre e justa uma eleição cujo resultado, segundo o advogado, seria anunciado após uma “manipulação descarada”. Ele também afirmou que o presidente saberia que ninguém reconheceria a votação dessa forma.
Ao compartilhar o texto, Donald Trump Jr. declarou que, se um governo conservador no Brasil tivesse tomado a mesma medida, a imprensa mainstream dos Estados Unidos reagiria com indignação. Segundo ele, os veículos estariam optando pelo silêncio por considerarem que a situação favorece “a causa”.
O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que a votação do segundo turno fosse estendida até as 19h em todos os Estados. Ele atendeu a um pedido da coligação de Lula. A decisão foi tomada em lugar do Tribunal Superior Eleitoral, instância responsável por decidir se atenderia aos pedidos das campanhas. Depois, o presidente do TSE, Nunes Marques, orientou que as seções ainda abertas permanecessem em funcionamento até as 19h, em cumprimento à determinação judicial.
A sequência de pedidos começou às 13h22, quando a campanha petista solicitou pela primeira vez a ampliação do horário, citando a falta de ônibus em municípios da Bahia. Às 15h42, a campanha alterou o pedido e passou a requerer a extensão em todo o país. O pedido seguinte foi apresentado às 15h50 pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL), que mencionou chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia em locais diferentes.
A equipe de Flávio pediu ao TSE a prorrogação da votação em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e que a divulgação do resultado da eleição presidencial começasse somente depois do encerramento da votação nesses municípios. Às 16h22, a campanha petista recorreu ao STF e formalizou o pedido de extensão nacional. Um minuto depois das 16h33, Zanin foi sorteado relator da reclamação. A decisão do ministro, que ampliou o prazo até as 19h, foi divulgada às 17h03.
