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Lula é eleito pela quarta vez e supera recorde de longevidade na democracia


Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito para um quarto mandato na Presidência, após vencer Flávio Bolsonaro no segundo turno. (Foto: Instagram)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito neste domingo (25.out.2026) para seu quarto mandato na Presidência, tornando-se o primeiro político escolhido quatro vezes pelo voto direto para comandar o país. A dois dias de completar 81 anos, venceu uma disputa acirrada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Às 23h38, com todas as urnas apuradas, Lula tinha 51,79%, ante 48,21% do adversário.

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Com a vitória, Lula permanecerá no Palácio do Planalto até 2031. Somados os mandatos de 2003 a 2010 e de 2023 a 2026 aos quatro anos do próximo governo, completará 16 anos no poder e terá 85 anos ao fim do período. O tempo supera o de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que governou por oito anos, de 1995 a 2002. Lula havia igualado essa marca ao concluir seu segundo mandato.

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A trajetória eleitoral de Lula inclui derrotas nas disputas presidenciais de 1989, 1994 e 1998, vitórias em 2002 e 2006, ausência na eleição de 2018, após o TSE barrar sua candidatura, e novo triunfo em 2022. A eleição de 2026 é sua quarta vitória. Nas dez eleições presidenciais brasileiras com possibilidade de segundo turno, um candidato do PT terminou em primeiro lugar seis vezes e em segundo, quatro. Lula perdeu no primeiro turno pela última vez em 1998, para FHC.

A campanha começou a ser estruturada no início de 2026, e a candidatura foi oficializada em 2 de agosto, em convenção do PT em São Paulo. Geraldo Alckmin (PSB) voltou a integrar a chapa como vice. A campanha destacou os três mandatos anteriores e comparou o governo Lula ao de Jair Bolsonaro (PL), citando crescimento do PIB, redução da inflação e desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em setembro, além da queda da pobreza e da saída do Brasil do Mapa da Fome.

Entre as propostas e medidas apresentadas estiveram o fim da escala 6 X 1, promulgado em 16 de outubro, e a PEC da Segurança Pública, ainda sem análise do Senado. Lula também anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, e distribuição gratuita de medicamentos para obesidade pelo SUS. A campanha citou ainda o Crédito do Trabalhador, novas etapas do Desenrola Brasil, o Prospera MEI e o Pé-de-Meia Universitário. O custo estimado do reajuste do Bolsa Família é de R$ 5,8 bilhões em 2026; o conjunto de medidas eleitorais foi calculado em R$ 463,8 bilhões.

Na política externa, Lula colocou a soberania no centro da campanha, em contraste com a relação de Flávio Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O embate incluiu críticas às big techs e à Meta, além de disputas sobre regulação digital e redes sociais. No TSE, houve mais de 90 ações relacionadas a plataformas. No segundo turno, a coligação de Lula questionou a queda de alcance de publicações favoráveis ao presidente e pediu investigação sobre possível distribuição de criptomoedas para promover Flávio. Em 9 de outubro, o tribunal suspendeu o site que oferecia os ativos; a campanha do senador afirmou desconhecer quem o criou.

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