
Lula vence Flávio Bolsonaro no segundo turno e conquista seu quarto mandato como presidente do Brasil. (Foto: Instagram)
Com mais de 64 milhões de votos no domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva conquistou seu quarto mandato como presidente e igualou o recorde de Franklin Delano Roosevelt. No segundo turno, Lula derrotou Flávio Bolsonaro, do PL, ao receber 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.
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Roosevelt, do Partido Democrata, foi eleito pela primeira vez em 1932, durante a Grande Depressão, e reeleito em 1936, 1940 e 1944. As duas últimas vitórias ocorreram com a Segunda Guerra Mundial em andamento. Poucos meses depois de assumir o quarto mandato, ele teve uma hemorragia cerebral e morreu.
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Dois anos após a morte de Roosevelt, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma proposta de emenda constitucional que limitou a duas as eleições de uma mesma pessoa para a Presidência. No Brasil, a Constituição Federal estabelece que o presidente pode exercer até dois mandatos consecutivos. Depois de deixar o cargo, porém, um político pode voltar a concorrer e conquistar novos mandatos.
Lula foi eleito pela primeira vez em 2002, ao derrotar José Serra, do PSDB, no segundo turno. Em 2006, foi reeleito depois de vencer Geraldo Alckmin, então filiado ao PSDB, na etapa final. Nas últimas duas eleições presidenciais, Alckmin concorreu ao lado de Lula como vice-presidente. Em 2022, Lula voltou ao cargo ao derrotar o então presidente Jair Bolsonaro, do PL, no segundo turno.
A nova vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro garantiu a Lula um quarto mandato inédito no Brasil. O resultado também representou a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial desde a redemocratização. Nesse intervalo, a votação de Lula cresceu em 10.376.694 votos, passando de 53.879.538 para 64.256.232, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,22% no segundo, uma redução de 1,86 ponto porcentual. Em números absolutos, 33.469.244 eleitores não compareceram às urnas na primeira etapa, ante 30.509.005 na segunda. A diferença foi de 2.960.239 pessoas.
