
Lula vence em Minas Gerais após ficar atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno (Foto: Instagram)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em Minas Gerais neste domingo (25.out.2026), após terminar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) no Estado. O resultado preserva a tradição mineira de acompanhar o desfecho da eleição presidencial no país.
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Em 13 das 14 eleições presidenciais realizadas desde 1945, o vencedor nacional também recebeu mais votos em Minas Gerais. A exceção ocorreu em 1950, quando Getúlio Vargas venceu a disputa nacional, embora tenha perdido no Estado para Eduardo Gomes. Minas é o segundo maior colégio eleitoral brasileiro, com 16.377.659 pessoas aptas a votar.
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No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 5.777.548 votos em Minas, o equivalente a 48,24%. Lula teve 5.188.936 votos, ou 43,33%. A diferença entre os dois foi reduzida durante a apuração da etapa final, chegando a apenas sete votos em determinado momento.
Às 23h11, quando 99,99% das urnas estavam apuradas, Lula contabilizava 6.351.021 votos, correspondentes a 50,43% dos válidos no Estado. Flávio somava 6.241.768, ou 49,57%. A vantagem do presidente era de 109.253 votos.
Na parcial, Lula havia acrescentado 1.162.085 votos em Minas em relação ao primeiro turno. Esse aumento representava 11,2% dos 10.371.678 votos a mais que o petista obteve em todo o país entre as duas votações. A abstenção nacional passou de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, mas esses dados não permitem saber quantos eleitores ausentes na votação inicial escolheram Lula na etapa final.
A vitória também marcou uma virada inédita no atual período democrático: Lula foi o primeiro candidato a vencer o segundo turno presidencial depois de ficar atrás do adversário na votação inicial. No primeiro turno nacional, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, ou 2.224.965 votos, a menor entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno presidencial desde a retomada das eleições diretas, em 1989.
A disputa de 2022 segue como a mais apertada no segundo turno desse período. Naquele ano, Lula derrotou Jair Bolsonaro (PL) por 50,90% a 49,10%, margem de 1,80 ponto percentual. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) por 51,64% a 48,36%, diferença de 3,28 pontos.








