
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25.out.2026), por 4.430.191 votos, ou 3,57 pontos percentuais. A diferença superou as registradas nas vitórias de Lula sobre Jair Bolsonaro, em 2022, e de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves, em 2014. Ainda assim, foi a terceira menor margem percentual em disputas presidenciais decididas no segundo turno desde 1989.
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Com 100% das seções totalizadas, Lula alcançou 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio obteve 48,21%. Embora a distância entre os candidatos tenha sido maior que nas eleições de 2022 e 2014, a diferença percentual de 2026 ficou entre as três menores desde a redemocratização. A comparação considera as disputas presidenciais que chegaram ao segundo turno.
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A menor margem ocorreu em 2022, quando Lula venceu o então presidente Jair Bolsonaro (PL) por 2.139.645 votos, cerca de 1,8 ponto percentual. O petista recebeu 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% do adversário. Em 2026, a vantagem de Lula foi aproximadamente 2,3 milhões de votos superior àquela registrada quatro anos antes.
A disputa mais acirrada antes de 2022 havia sido a de 2014. Naquele ano, Dilma Rousseff (PT) conquistou a reeleição com 51,64% dos votos válidos, diante dos 48,36% de Aécio Neves (PSDB). A diferença foi de 3.459.963 votos, ou 3,28 pontos percentuais — cerca de 970 mil votos a menos que a distância entre Lula e Flávio em 2026. Já em 1989, na primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar, Fernando Collor de Mello (PRN) derrotou Lula por 6,06 pontos percentuais: 53,03% contra 46,97%, uma diferença de aproximadamente 4 milhões de votos.
Em 2018, Jair Bolsonaro, então no PSL, venceu Fernando Haddad (PT) por 10,8 milhões de votos, equivalentes a 10,26 pontos percentuais. Bolsonaro teve 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% de Haddad. Em 2010, Dilma derrotou José Serra (PSDB) por 12 milhões de votos, com 56,05% dos válidos, ante 43,95% do tucano.
As maiores diferenças absolutas entre candidatos em segundos turnos ocorreram nas vitórias de Lula em 2002 e 2006. Na primeira, ele derrotou José Serra por 19,4 milhões de votos e obteve 61,27% dos votos válidos. Quatro anos depois, foi reeleito contra Geraldo Alckmin (PSDB), com 60,83% e vantagem de 20,8 milhões de votos. As eleições de 1994 e 1998, vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno, ficam fora da comparação entre candidatos finalistas de segundo turno.








