
Nunes Marques diz que prorrogar eleições é possível, mas exige planejamento (Foto: Instagram)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25.out.2026) que é possível prorrogar uma eleição, mas a medida precisa ser planejada. A declaração foi feita em pronunciamento sobre o 2º turno, cuja votação foi estendida até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Nunes Marques disse que recebeu às 15h45 um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relacionado à votação na Bahia. Segundo ele, consultou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, as prefeituras envolvidas e as equipes técnicas do TSE. O ministro afirmou que não havia uma norma que orientasse a prorrogação naquela situação e que o Tribunal nunca tinha enfrentado um caso semelhante.
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Após a decisão de Zanin, o TSE suspendeu temporariamente o recebimento dos boletins de urna, relatou Nunes Marques. A medida buscava evitar que integrantes da Justiça Eleitoral tivessem acesso antecipado aos resultados enquanto ainda houvesse eleitores votando. Naquele momento, a equipe não sabia se conseguiria armazenar todos os dados já acumulados. “Tudo foi inusitado”, declarou o presidente do Tribunal.
O ministro afirmou que, depois das 19h, a equipe técnica conseguiu retomar o processamento dos boletins sem problemas. Nunes Marques elogiou o trabalho realizado e disse estar “feliz e orgulhoso” da equipe, que, segundo ele, evitou possíveis dificuldades. Às 22h10, com 99,97% das urnas apuradas, Lula tinha 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro (PL). A vitória de Lula para um 4º mandato já estava matematicamente definida, embora a apuração não tivesse terminado.
Os pedidos das campanhas e a decisão do STF ocorreram ao longo da tarde. Às 13h22, a campanha de Lula protocolou o primeiro pedido de extensão da votação, citando a falta de ônibus em municípios da Bahia. Às 15h42, alterou a solicitação e pediu que a votação fosse estendida em todo o país.
Às 15h50, a equipe de Flávio Bolsonaro também apresentou um pedido, mencionando chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia em locais diferentes. A solicitação pedia ao TSE a prorrogação da votação em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além de que a divulgação dos resultados da eleição presidencial começasse somente após o encerramento da votação nesses municípios.
Às 16h22, a campanha petista acionou o STF e formalizou o pedido de extensão para todo o território nacional. Onze minutos depois, Cristiano Zanin foi sorteado relator da reclamação. A decisão do ministro de ampliar o prazo de votação até as 19h foi divulgada às 17h03.
