
Nunes Marques afirma que prorrogação da votação exigiu medidas extraordinárias do TSE (Foto: Instagram)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25.out.2026) que a prorrogação da votação exigiu medidas extraordinárias da Justiça Eleitoral. Em pronunciamento, relatou os desafios para adaptar a apuração à decisão e elogiou os profissionais técnicos do Tribunal.
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Às 22h10, com 99,97% das urnas apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia reeleito presidente, com 51,78% dos votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha 48,22%. Nunes Marques disse que telefonou aos dois candidatos para confirmar o resultado, parabenizou Flávio pela campanha e pela votação e lembrou que Lula concorreu a oito eleições presidenciais e venceu quatro.
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A prorrogação ocorreu após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu até as 19h a votação nas seções que continuavam abertas às 17h. Nunes Marques afirmou que uma alteração desse tipo precisa ser planejada, calculada e estruturada. Segundo ele, embora seja possível ampliar o período de votação, a medida exige preparação prévia.
O presidente do TSE contou que, depois de receber o pedido da campanha de Lula, consultou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, as prefeituras envolvidas e as equipes técnicas. De acordo com o ministro, não existia uma norma que orientasse uma prorrogação como a determinada pelo STF. Para evitar que os resultados fossem acessados enquanto ainda havia eleitores votando, o TSE suspendeu temporariamente o recebimento dos boletins de urna de todo o país. Nunes Marques relatou que não havia certeza sobre a capacidade de armazenar os dados durante a pausa e classificou a situação como inusitada. O envio dos boletins e a totalização foram retomados às 19h.
Mais de 128 milhões dos 158 milhões de eleitores aptos compareceram às urnas no segundo turno. A abstenção foi de 19,21%, inferior aos 21,08% registrados na primeira rodada de votação. Nunes Marques também informou que a Justiça Eleitoral contou com mais de 95.000 locais de votação em todo o país.
A sequência de decisões começou às 13h22, quando a campanha de Lula apresentou o primeiro pedido de extensão da votação, citando a falta de ônibus em municípios baianos. Às 15h42, alterou a solicitação para pedir a ampliação do prazo em todos os Estados. Às 15h50, a equipe de Flávio Bolsonaro também pediu a prorrogação, mencionando chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia em locais diferentes. A solicitação abrangia 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e pedia que a divulgação do resultado presidencial começasse somente após o encerramento da votação nesses municípios.
Às 16h22, a campanha de Lula acionou formalmente o STF para pedir a extensão em todo o território nacional. Onze minutos depois, Cristiano Zanin foi sorteado relator da reclamação. A decisão do ministro, que ampliou a votação até as 19h, foi divulgada às 17h03.
