Prorrogação da votação até as 19h encontra urnas encerradas e portões fechados

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Prorrogação do horário de votação enfrenta urnas encerradas e portões fechados (Foto: Instagram)

A extensão do horário de votação até as 19h encontrou seções já encerradas e portões fechados em diferentes regiões do país neste domingo (25). Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal registraram dificuldades para aplicar a decisão, com relatos de problemas de comunicação e obstáculos técnicos para retomar a votação.

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou a decisão pouco depois das 17h, quando algumas seções já tinham concluído o recebimento de votos e iniciado os procedimentos de encerramento. A prorrogação esbarrou, assim, em urnas fechadas e na falta de instruções para mesários em diferentes localidades.

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Em Belo Horizonte, foram registrados casos de urnas lacradas em escolas. Equipamentos também tinham sido fechados em Ribeirão das Neves. Em Contagem, algumas seções já haviam emitido boletins de urna, procedimento realizado depois do encerramento da votação. Inicialmente, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que aguardava orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de se manifestar sobre a situação.

Na capital paulista, o portão de entrada da Universidade Presbiteriana Mackenzie permaneceu fechado, embora algumas seções ainda estivessem abertas internamente e aguardassem instruções. A unidade do Sesi na Vila Leopoldina, na zona oeste, também estava fechada. Houve relatos semelhantes em Itaquera, no Tucuruvi e em Embu-Guaçu, na Região Metropolitana, enquanto funcionários esperavam orientações do TRE-SP.

No Rio Grande do Sul, o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal regional, Daniel Wobeto, afirmou que praticamente todas as seções haviam concluído os trabalhos quando a determinação começou a circular. Segundo ele, após o mesário encerrar a votação, o equipamento não aceita novos votos naquele turno. “A urna que está encerrada não volta. Ela só serviria para um próximo turno, que não existe. Não há o que fazer”, declarou à Rádio Gaúcha. Wobeto avaliou que não houve prejuízo ao eleitorado gaúcho e disse que não havia relatos de dificuldades de acesso às seções que justificassem a ampliação no estado.

No Distrito Federal, também havia seções fechadas quando Zanin determinou a extensão do horário. Representantes da Justiça Eleitoral discutiam como proceder diante da ordem e dos equipamentos já encerrados. Os registros apontavam tanto locais fechados antes da comunicação da decisão quanto portões mantidos fechados enquanto funcionários aguardavam instruções. Até as atualizações disponíveis, não havia uma solução nacional esclarecida para as urnas que já tinham sido encerradas.