
Queda recorde da abstenção marcou o segundo turno, com índice de ausentes passando de 21,08% para 19,21%. (Foto: Instagram)
A redução da abstenção entre o primeiro e o segundo turno foi essencial para a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), na votação deste domingo (25.out.2026). A taxa de eleitores ausentes caiu de 21,08%, registrada em 4 de outubro, para 19,21%, com 99,87% das urnas apuradas. Foi a maior queda já registrada entre os dois turnos.
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Em números absolutos, 33,5 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno, ante 30,5 milhões no segundo. A diferença representa 3 milhões de votos a mais na votação deste domingo. A queda da abstenção foi observada na maioria das regiões do país, embora o Norte tenha registrado aumento.
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Também houve redução nos votos brancos e nulos. Os brancos passaram de 1,84% no primeiro turno para 1,12% no segundo. Já os votos nulos recuaram de 2,93% para 2,12%.
No Sudeste, a abstenção caiu de 22,70% para 20,24%, redução de 2,46 pontos percentuais, a maior entre as regiões. No Nordeste, passou de 18,39% para 16,44%, uma queda de 1,95 ponto percentual. A região teve a menor taxa de ausentes do país nos dois turnos.
No Sul, o índice diminuiu de 20,46% para 18,19%, recuo de 2,27 pontos percentuais. No Centro-Oeste, caiu de 21,70% para 20,03%, uma redução de 1,67 ponto. O Norte foi a única região onde a taxa subiu: de 19,43% para 21,21%, alta de 1,78 ponto percentual. Entre eleitores no exterior, a abstenção baixou de 62,69% para 55,45%, queda de 7,24 pontos.
Neste ano, 158,7 milhões de pessoas estavam aptas a votar. No primeiro turno, em 4 de outubro, foram eleitos 21 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. No segundo turno, realizado em 25 de outubro, os brasileiros votaram para presidente e para governador em cinco Estados e no Distrito Federal.
