Site icon Jetss BR

Quem é Bruno Reis, prefeito alvo de pedido de prisão do PT por ônibus em Salvador


Bruno Reis é alvo de representação por suposta redução de ônibus em dia de votação; prefeito nega boicote. (Foto: Instagram)

Bruno Reis (União Brasil), prefeito de Salvador, foi alvo de uma representação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A coligação pediu sanções à Justiça Eleitoral, acusando a administração municipal de reduzir a circulação de ônibus no segundo turno presidencial e dificultar o deslocamento de eleitores até os locais de votação.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Segundo a ação, a retenção de veículos nas garagens poderia aumentar a abstenção e afetar o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A representação apontou suposta interferência no transporte coletivo da capital baiana durante a votação.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Reeleito em 2024 no primeiro turno, com 78,67% dos votos válidos, Reis assumiu a Prefeitura de Salvador em 2020, sucedendo diretamente ACM Neto (União Brasil). Os dois mantêm aliança e alinhamento político desde o início dos anos 2000.

Na disputa presidencial de 2026, o prefeito declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, votou usando roupas verdes e amarelas e adesivos do candidato. O episódio envolvendo os ônibus ampliou a polarização entre a gestão municipal e o grupo político do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Protocolada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a ação pediu multa de R$ 1 milhão por hora contra Bruno Reis, o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e os proprietários das concessionárias de transporte. A petição citou dispositivos do Código Eleitoral e do Código de Processo Penal, alegando a ocorrência de crimes eleitorais.

Após denúncias de interrupções irregulares nas garagens, a Justiça Eleitoral determinou que a frota operasse em capacidade integral, equivalente à dos dias úteis, e que houvesse passe livre para a população. Reis negou intenção de boicotar a votação e atribuiu os atrasos da manhã a problemas operacionais e a manifestações pontuais nas saídas das garagens. A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) afirmou que o serviço foi normalizado para permitir o deslocamento de eleitores por todas as regiões da capital.

Exit mobile version