Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Benjamin Netanyahu nas eleições de Israel

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Gadi Eisenkot desafia Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas de Israel e promete unir o país. (Foto: Instagram)

Ex-chefe das Forças Armadas israelenses, Gadi Eisenkot é o principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas de terça-feira (27). Pesquisas indicam que o bloco de centro-direita ameaça a coalizão governista, em uma disputa que pode definir quem comandará Israel.

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Aos 66 anos, Eisenkot encerrou a campanha no domingo (25), em um comício no qual prometeu ajudar a superar a divisão no país. “Nosso objetivo não é que um lado prevaleça sobre o outro”, afirmou. Ele disse que pretende reunir todos os israelenses, tenham votado ou não em seu grupo, e defendeu transparência, instituições fortes e responsabilidade do Estado. Também declarou que Netanyahu deveria deixar o cargo após a eleição.

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Militar de carreira, Eisenkot começou na Brigada Golani, conhecida por sua atuação no Líbano, e subiu todos os postos da hierarquia militar. Em 2015, foi nomeado o 21º chefe do Estado-Maior do Exército israelense por Netanyahu, que hoje é seu principal rival. Em 2022, entrou na política pela aliança de centro liderada por Benny Gantz, seu antecessor no comando das Forças Armadas, e foi eleito deputado para o Knesset, o Parlamento de Israel.

Depois do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra em Gaza, Eisenkot integrou o governo de Netanyahu em nome da unidade nacional. Como ministro sem pasta, participou do gabinete de guerra e das decisões sobre a ofensiva militar. Em uma reunião do grupo, foi informado da morte de seu filho mais novo, Gal Meir Eisenkot, de 25 anos, que servia como reservista no território palestino.

Eisenkot deixou o governo em junho de 2024. Acusou Netanyahu de prejudicar deliberadamente as negociações para libertar os reféns mantidos em Gaza, cedendo à pressão de aliados da extrema direita. Em 2025, fundou o partido Yashar, expressão que pode ser traduzida livremente como “direto ao ponto”. Apesar de ter pouca experiência política, mantém grande popularidade e, em 2024, deixou o governo denunciando a condução das negociações.

Em relação ao conflito israelense-palestino, suas posições se aproximam das do governo atual: ele rejeita a criação de um Estado palestino, apoia a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e promete derrotar o Hamas em até 18 meses se for eleito. Ao mesmo tempo, defende acabar com a impunidade de colonos envolvidos em ataques contra civis palestinos. Também propõe revogar a reforma judicial de Netanyahu, investigar as falhas de 7 de outubro de 2023 e encerrar a isenção do serviço militar para judeus ultraortodoxos.

O candidato promete priorizar a segurança e a economia e romper com o modelo de governança de Netanyahu, figura central da política israelense há cerca de três décadas. De origem humilde e filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot poderá se tornar o primeiro premiê sefardita de Israel, grupo que reúne judeus do Norte da África e do Oriente Médio. Ainda precisará de aliados para formar uma coalizão. Pesquisa do i24NEWS, realizada pelo instituto Direct Polls e divulgada no domingo, aponta 59 das 120 cadeiras para o bloco de Netanyahu, duas a menos que a maioria necessária. A aliança de Eisenkot teria 47 assentos, e os partidos árabes, 14.