
Comissão independente ligada à ONU afirma que atos classificados como genocídio em Gaza continuaram durante o cessar-fogo e acusa forças israelenses de crimes contra a humanidade na Cisjordânia. (Foto: Instagram)
Um grupo de especialistas independentes comissionado pela Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o cessar-fogo em Gaza não interrompeu os atos que classifica como genocídio cometido por Israel. A conclusão consta de um relatório divulgado nesta segunda-feira, que também acusa forças israelenses de crimes contra a humanidade na Cisjordânia.
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Segundo o documento, Israel continua a “cometer atos genocidas, com a intenção genocida de destruir, total ou parcialmente, os palestinos em Gaza”. A comissão atribui grande parte dos danos ao avanço israelense para áreas mais profundas do território durante o período de cessar-fogo.
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A comissão informou que, desde outubro de 2023, data em que o cessar-fogo foi firmado, as forças israelenses ampliaram sua área de controle em Gaza. O domínio teria passado de 53% para pelo menos 60% do território.
Durante esse período, disparos das forças israelenses ao longo da frente de avanço mataram pelo menos 196 palestinos, de acordo com o relatório. Entre as vítimas estão 18 mulheres, 32 meninos e 11 meninas.
Na Cisjordânia, o documento acusa soldados e guardas prisionais israelenses de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As acusações incluem extermínio, tortura, estupro, outras formas de violência sexual e perseguição contra civis.
A Comissão de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado busca documentar detalhadamente alegações e evidências de crimes para promover a responsabilização dos envolvidos. Segundo o relatório, suas conclusões poderão ser usadas por promotores do Tribunal Penal Internacional (TPI) ou de outras jurisdições em tentativas de garantir justiça às vítimas e a seus familiares.
