Veja como jornais internacionais repercutiram a vitória de Lula

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Jornais internacionais destacaram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, interpretando o resultado como uma vitória da esquerda e um freio ao avanço da direita na América Latina. (Foto: Instagram)

Jornais estrangeiros noticiaram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito ao Planalto no domingo (25.out.2026) após disputar a eleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O norte-americano Washington Post afirmou que Lula venceu no Brasil “freando a guinada à direita na América Latina”.

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O Wall Street Journal, também dos Estados Unidos, destacou que o presidente, de 80 anos, “derrotou Flávio Bolsonaro e estendeu uma das mais longas carreiras políticas da América Latina”. O tema ganhou espaço na edição impressa do jornal. Já o New York Times escreveu que o Brasil “reelegeu Lula, rejeitando o filho de seu antecessor”.

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No Reino Unido, o The Guardian noticiou que Lula “derrotou o senador de extrema-direita e foi eleito presidente do Brasil para um 4º mandato não consecutivo”. O espanhol El País disse que o petista “conquistou um retorno histórico no Brasil” e deu a vitória à esquerda diante do avanço da extrema-direita da família Bolsonaro. Na capa impressa de segunda-feira (26.out), o jornal também afirmou que Lula “consolida-se como um pilar da resistência contra Trump na região”.

O francês Le Monde informou que Lula foi reeleito para um 4º mandato após uma “prorrogação sem precedentes do horário de votação”, determinada pelo STF. Segundo o jornal, a medida ocorreu por causa de restrições ao transporte público impostas por prefeitos de algumas cidades, especialmente São Paulo, de maioria de direita.

O argentino Clarín afirmou que Lula “reverteu a situação”, derrotou Flávio Bolsonaro por mais de 3 pontos percentuais e permanecerá no poder por mais 4 anos. O China Daily avaliou que o resultado contraria uma guinada à direita vista em eleições recentes na América do Sul. Na Itália, o Corriere della Sera descreveu o Brasil como cenário de “tensão extrema” e falou em “reviravolta histórica”, acrescentando que “Bolsonaro Jr.” diz que não reconhecerá o resultado. O português Público resumiu o desfecho como uma “reviravolta”.