
Vitória de Lula repercute no mundo e mobiliza líderes, artistas e veículos internacionais. (Foto: Instagram)
A vitória de Lula nas eleições presidenciais de domingo (25) repercutiu em diferentes regiões e recebeu destaque de veículos como Le Monde, Libération, Le Figaro, The New York Times, Washington Post, The Guardian e El País. A atriz Viola Davis também se manifestou, assim como Mark Ruffalo, Pedro Almodóvar, Roger Waters, Guillermo del Toro, Tilda Swinton e Javier Bardem, que já haviam demonstrado apoio à candidatura de Lula durante a campanha. Entre as mensagens de líderes e autoridades internacionais estiveram as de Claudia Sheinbaum, Ursula von der Leyen, Bernie Sanders e Zohran Mamdani. A cobertura internacional abordou a virada eleitoral, o quarto mandato e a mobilização de eleitores brasileiros.
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Com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, Lula venceu depois de terminar o primeiro turno atrás do adversário. Foi a primeira vez desde a redemocratização que um candidato em segundo lugar na etapa inicial conseguiu reverter o resultado e vencer a eleição presidencial. Parte da imprensa internacional interpretou a votação como demonstração da mobilização dos eleitores brasileiros e como um revés político para a direita alinhada ao presidente norte-americano Donald Trump. A união do povo brasileiro também foi apontada como decisiva diante do poder econômico, das big techs, das bets e do fanatismo de uma extrema-direita que cresce no mundo, mas que, segundo o texto, não se cria no Brasil.
Na França, o Le Monde chamou atenção para a mobilização popular e considerou surpreendente a vitória, diante de pesquisas que indicavam um cenário desfavorável para Lula. O jornal avaliou que o resultado revela a força de valores como democracia, soberania nacional, proteção da Amazônia e justiça social para uma parcela expressiva da população. O Libération destacou as reações dos eleitores nas ruas e nas redes sociais, enquanto o Le Figaro ressaltou o marco histórico do quarto mandato presidencial.
Nos Estados Unidos, o The New York Times destacou a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro e observou que ela também representava uma derrota política para o presidente Donald Trump, aliado da família Bolsonaro. Já o Washington Post enfatizou que a reeleição interrompe uma sequência de vitórias eleitorais da direita na América Latina. No Reino Unido, o The Guardian deu destaque à recuperação de Lula entre o primeiro e o segundo turno e mostrou as comemorações nas ruas de São Paulo depois da confirmação do resultado. Na Espanha, o El País destacou a vantagem de aproximadamente quatro milhões de votos e a posição de Lula como uma das principais lideranças políticas latino-americanas.
A repercussão também alcançou o meio artístico. Viola Davis, atriz norte-americana vencedora do Oscar, publicou no Instagram uma mensagem de agradecimento ao Brasil, dizendo que o país ensinava aos Estados Unidos ser possível defender a democracia sem mentiras ou violência e reunir esquerda e direita contra o fascismo. Durante a campanha, Mark Ruffalo, Pedro Almodóvar, Roger Waters, Guillermo del Toro, Tilda Swinton e Javier Bardem também haviam declarado apoio à candidatura de Lula.
Entre as manifestações de autoridades, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, comemorou o resultado e enviou uma mensagem de apoio à democracia brasileira. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, felicitou Lula e salientou a importância das relações entre Brasil e Europa. O senador norte-americano Bernie Sanders classificou a reeleição como extraordinária e elogiou a atuação de Lula em defesa dos trabalhadores e da democracia. Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, também publicou uma mensagem de apoio. A repercussão internacional mostrou que o resultado das eleições brasileiras ultrapassou as fronteiras do país e entrou no debate sobre democracia, meio ambiente e os rumos políticos da América Latina.








