Alckmin na Fazenda e Janones ministro? Veja quem é cotado para o quarto governo Lula

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Lula avalia possíveis nomes para compor o governo federal a partir de 2027. (Foto: Instagram)

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) abriu a disputa pelos principais cargos do governo federal a partir de 2027. Antes de iniciar oficialmente seu quarto mandato, Lula terá de reorganizar a Esplanada dos Ministérios, acomodar aliados e buscar apoio em um Congresso com forte presença da oposição.

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Entre os nomes citados nas conversas estão Geraldo Alckmin (PSB), Rafael Fonteles (PT), Camilo Santana (PT) e André Janones (Rede). Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad, que deixaram o governo para disputar as eleições e foram derrotados, também podem voltar a ocupar funções. Até o momento, Lula não anunciou a composição ministerial, que depende de negociações e pode mudar nas próximas semanas.

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Alckmin, reeleito vice-presidente, ganhou força como possível ministro da Fazenda. O ex-governador de São Paulo já esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e mantém diálogo com empresários e representantes do setor produtivo. Sua eventual escolha poderia ser vista por investidores como um sinal de continuidade da interlocução entre o governo e o mercado, que reagiu negativamente ao resultado eleitoral. A indicação, contudo, ainda não foi confirmada.

Rafael Fonteles também foi lembrado para a Fazenda. Reeleito governador do Piauí com ampla votação, é visto por integrantes do PT como um administrador experiente e com conhecimento econômico. Na segunda-feira (26), porém, afirmou que não pensa em deixar o governo estadual para assumir um ministério. Uma eventual saída exigiria renunciar ao cargo para o qual foi eleito.

Camilo Santana, senador e ex-ministro da Educação, aparece entre os favoritos para a Casa Civil, responsável pela coordenação política e administrativa do governo. Sua atuação na mobilização de aliados e na articulação política depois do primeiro turno, quando Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro, fortaleceu seu espaço junto ao presidente. A nomeação também significaria retirar do Senado um aliado com mandato até 2031, em um período de negociações com um Congresso dividido.

André Janones, reeleito deputado federal por Minas Gerais, pode ganhar uma função ligada à comunicação digital, área em que teve destaque durante a campanha de Lula. Aliados discutem criar uma estrutura específica, eventualmente com status de ministério. Ele também é citado para a Secretaria de Comunicação Social ou funções ligadas à Secretaria-Geral da Presidência. Não há confirmação de que Lula pretenda nomeá-lo ministro; outra opção seria ampliar sua participação na estratégia digital do governo.

Marina Silva, que deixou o Ministério do Meio Ambiente para concorrer ao Senado por São Paulo e não se elegeu, pode retornar à pasta. Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento, também foi derrotada na disputa pelo Senado paulista e é mencionada para voltar à equipe, embora já tenha dito que não pretendia reassumir um cargo ministerial. Fernando Haddad, derrotado por Tarcísio de Freitas no primeiro turno na disputa pelo governo de São Paulo, é cotado por aliados para um possível Ministério da Segurança Pública, ainda sem confirmação ou indicação de interesse.

A reorganização pode incluir ainda Gleisi Hoffmann, João Campos, Márcio França, Paulo Pimenta e Eduardo Paes, que tiveram derrotas eleitorais. Lula também precisará negociar espaço com partidos do Centrão, importantes para a governabilidade. A composição final deverá considerar a proximidade dos possíveis ministros com o presidente, os interesses partidários e a necessidade de formar maioria no Congresso.