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Boulos diz que Brasil “não será colônia de ninguém” após fala de Trump


Guilherme Boulos afirmou que o Brasil “não será colônia de ninguém” após Donald Trump questionar a legitimidade da eleição presidencial brasileira. (Foto: Instagram)

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou na 2ª feira (26.out.2026) que o Brasil “não será colônia de ninguém”. A declaração foi uma reação às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), à legitimidade da eleição presidencial brasileira vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Questionado por jornalistas na 2ª feira (26.out) sobre o pleito brasileiro, Trump disse que a eleição “pareceu fraudada”. Ele não apresentou provas para sustentar a afirmação, embora tenha declarado que gosta de Lula.

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Boulos compartilhou o vídeo com a fala do presidente norte-americano e escreveu: “O Brasil não será colônia de ninguém”.

Lula foi reeleito com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL). O presidente eleito recebeu 64,2 milhões de votos, enquanto Flávio somou 59,8 milhões. O resultado foi confirmado ainda na noite de domingo (25.out) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques.

Também na 2ª feira (26.out), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chamou de “totalmente equivocada” a declaração de Trump. Alckmin afirmou que “não se interfere na política de outro país” e classificou esse princípio como “uma regra basilar”. Segundo ele, Trump “não tem nenhum referencial” para fazer as afirmações sobre a eleição brasileira.

Alckmin também rejeitou qualquer interferência estrangeira no processo democrático do país e defendeu a segurança do sistema eletrônico de votação. “O Brasil é um exemplo para o mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”, declarou.

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