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CNBB pede união nacional após reeleição de Lula


CNBB parabeniza Lula e Alckmin e pede diálogo e compromisso com o bem comum no próximo mandato. (Foto: Instagram)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta segunda-feira (26), uma mensagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), após a vitória da chapa nas eleições de 2026. No texto, a entidade parabenizou os eleitos, apontou desafios do próximo mandato e pediu atenção à divisão política que marcou o país.

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A instituição afirmou que o resultado das urnas amplia a responsabilidade de Lula e Alckmin na condução do país. Defendeu que o novo governo seja guiado pelo compromisso com o bem comum e pela retomada do diálogo entre os brasileiros, em um contexto marcado pela polarização política.

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Na mensagem, a CNBB declarou desejar que o mandato seja conduzido com sabedoria, espírito de serviço e compromisso com o bem comum, que considera fundamento da responsabilidade política autêntica. A entidade também ressaltou que superar a polarização não significa acabar com as divergências. Para os bispos, é necessário que as diferenças sejam tratadas com respeito, justiça e verdade.

O documento enumerou temas que, na avaliação da entidade, devem orientar as decisões políticas e econômicas do governo. Entre as prioridades estão o combate à fome e à miséria, a promoção do trabalho digno e a garantia de acesso a serviços de saúde, educação e moradia. A CNBB também defendeu atenção aos direitos sociais e às pessoas em situação de vulnerabilidade.

A mensagem citou ainda a proteção de crianças, idosos, povos indígenas e comunidades tradicionais, além da preservação ambiental. Segundo a instituição, o desenvolvimento nacional deve levar em conta as condições de vida daqueles que continuam à margem das oportunidades. O texto também reforçou a necessidade de cumprir a Constituição Federal, combater a corrupção e enfrentar todas as formas de violência.

A entidade defendeu a promoção da paz social e o fortalecimento das instituições democráticas. O documento é assinado pelo presidente da CNBB, dom Jaime Cardeal Spengler, pelos vice-presidentes dom João Justino de Medeiros Silva e dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, e pelo secretário-geral, dom Ricardo Hoepers.

Ao encerrar a mensagem, a CNBB colocou-se à disposição para manter diálogo institucional com o governo, respeitando a autonomia entre Igreja e Estado. A instituição afirmou que pretende contribuir para a promoção da justiça e da paz.

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