
Augusto Cury cumprimenta Lula pela eleição e pede que o presidente governe sem revanchismo. (Foto: Instagram)
O psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência neste ano e apoiador do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 2º turno, cumprimentou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela eleição para o 4º mandato. Em vídeo publicado no Instagram na 2ª feira (26.out.2026), Cury afirmou que é contra a reeleição, mas respeita o resultado das urnas e a democracia.
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Cury pediu que Lula governe para mais de 210 milhões de brasileiros, sem revanchismo ou vingança, e disse que os problemas do país não têm cor partidária. Citou a violência contra as mulheres, as dificuldades na educação e o endividamento das famílias. Para ele, um novo mandato dificulta a renovação de ideias, projetos, equipes e motivações.
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O escritor defendeu investimentos em educação, valorização dos professores e preparação profissional dos estudantes. Segundo ele, apenas 21% dos que concluem o ensino médio têm formação técnica. Também propôs financiar mais de dez milhões de microempresas, diante da possibilidade de que a inteligência artificial e a robótica eliminem empregos de jovens e profissionais, inclusive liberais. Cury pediu atenção a comerciantes, agricultores e empreendedores, que, em sua avaliação, enfrentam baixa lucratividade e custos elevados para se financiar.
Cury também cobrou responsabilidade fiscal e juros menores. Afirmou que a taxa Selic alta contribui para o endividamento e que 82% das famílias estão endividadas, pagando juros anuais de 30%, 40% ou 50%. Disse que a falta de dinheiro pode provocar ansiedade, dores, insônia e humor depressivo, além de aumentar riscos de suicídio. Defendeu acesso a crédito em condições que permitam às famílias, ao comércio, à agricultura e à indústria investir e crescer.
Para reorganizar a economia e reduzir os juros, sugeriu incluir economistas na equipe do governo e mencionou Mansueto Almeida, Fábio Barbosa, Armínio Fraga e Rafael Fonteles. Cury afirmou que o país precisa de estadistas comprometidos com o interesse coletivo e voltou a pedir que Lula governe sem atacar adversários. Também defendeu investimentos em microempresas e mudanças na educação.
Ao abordar questionamentos sobre as urnas e a atuação do Supremo Tribunal Federal no processo eleitoral, Cury disse que eventuais contestações devem seguir as regras democráticas e a Constituição. O Brasil, afirmou, não suporta mais polarização e radicalização. Ele pediu respeito ao resultado eleitoral e disse que o país deve se concentrar no futuro das crianças e dos adolescentes, na proteção das mulheres, na educação, no comércio e na agricultura. Citando a FAO, mencionou a previsão de fome em 2050 e defendeu ampliar a produção de alimentos para, nos próximos 10 anos, alimentar mais de 2 bilhões de pessoas.
