Kassab diz estar à disposição de Lula, mas rejeita submissão

Posted by

–


Gilberto Kassab afirmou que o PSD está à disposição para colaborar com o governo Lula, mas manterá independência e fiscalizará a gestão. (Foto: Instagram)

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, declarou nesta 3ª feira (27.out.2026) que está “à disposição” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para colaborar com o governo eleito. Ele afirmou, no entanto, que o partido preservará a independência e não aceitará uma relação de submissão. A declaração foi feita durante um evento do Dominium Group.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Kassab disse que o PSD apoiará iniciativas que correspondam às propostas defendidas pela sigla e que sejam boas para o Brasil. Entre as prioridades do partido, apontou a adoção do voto distrital misto como sua principal bandeira daqui em diante.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Ao falar da relação com Lula, o dirigente afirmou que não haverá submissão, assim como, segundo ele, também não haveria caso Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição, tivesse vencido. Kassab declarou que o PSD quer contribuir para que Lula seja um bom presidente, mas permanecerá atento e vigilante, fiscalizando o governo e rejeitando propostas que considerar prejudiciais ao país.

O presidente do PSD também mencionou a diversidade de posições dentro da sigla durante a campanha presidencial. Segundo ele, havia integrantes mais próximos de Lula e outros alinhados a Flávio Bolsonaro. Kassab afirmou que o partido reúne diferentes correntes políticas e pretende colaborar com o governo sem abrir mão de sua função de fiscalização.

Kassab defendeu ainda o fortalecimento da cláusula de desempenho, que condiciona o acesso a recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral ao resultado obtido nas urnas. Para ele, o Brasil deveria caminhar para um sistema com 8 ou 9 partidos, em vez dos 14 que, segundo afirmou, estão representados atualmente no Congresso. A cláusula, junto com o fim das coligações proporcionais, poderia ajudar a reduzir a fragmentação partidária.