
Nikolas Ferreira pede cautela a apoiadores de Flávio Bolsonaro e avalia como muito baixa a chance de anulação da eleição. (Foto: Instagram)
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência levou aliados do senador a questionar o resultado e a debater os próximos passos da oposição. Em meio às críticas às urnas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um alerta aos apoiadores sobre as possibilidades de contestação do pleito e pediu cautela diante da frustração com a derrota.
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Nesta segunda-feira (26), Nikolas afirmou que considera “praticamente nula” a chance de anular a eleição que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora tenha levantado dúvidas sobre circunstâncias da votação, o deputado pediu que os apoiadores de Flávio evitem ir às ruas motivados pela indignação. Ele alertou que manifestações feitas no calor da emoção podem trazer consequências para quem participa.
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Em um vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas disse que, considerando o histórico do país, a possibilidade de anulação é muito baixa. Ele também afirmou que já houve pessoas que pagaram um preço alto por irem às ruas tomadas pela emoção e pediu que os apoiadores não ajam dessa forma. A fala foi direcionada a possíveis protestos ligados à derrota de Flávio Bolsonaro.
Apesar de reconhecer a baixa probabilidade de o resultado ser anulado, o parlamentar afirmou que, na avaliação dele, há questões a esclarecer. Entre os pontos que mencionou estão a virada de Lula no segundo turno, depois de Flávio ter terminado a primeira etapa da eleição na frente, e a ampliação do horário de votação em algumas seções. Nikolas declarou que considera incomum haver tantas situações que, segundo ele, não deveriam ser ignoradas. No vídeo, porém, não apresentou provas de irregularidades que justificassem a anulação.
A manifestação ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro declarar que não reconhecia o resultado e que pretendia apresentar recurso para tentar anular o pleito. O senador questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extensão da votação até as 19h em seções onde o processo ainda estava em andamento.
A ampliação do horário ocorreu após reclamações sobre dificuldades no transporte de eleitores. As campanhas de Lula e de Flávio haviam pedido a medida para localidades específicas. Na apuração nacional, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, cerca de 64,2 milhões de votos. Flávio terminou o segundo turno com 48,21%, aproximadamente 59,8 milhões de votos.








