
Edinho Silva afirma que o PT poderá mobilizar a população diante de tentativas de contestar o resultado das eleições. (Foto: Instagram)
Edinho Silva, presidente nacional do PT, declarou que o partido levará a população às ruas caso Donald Trump tente interferir no resultado das eleições brasileiras. A legenda marcou para quinta-feira (29) uma reunião com representantes de movimentos sociais, após o presidente dos Estados Unidos dizer que a votação “pareceu fraudada”.
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A reação petista ganhou força nesta segunda-feira (26), depois das declarações de Trump sobre a eleição no Brasil. O comando do partido afirma que está organizando uma estratégia para responder a possíveis tentativas de contestar o resultado das urnas e a legitimidade da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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“Se tiver qualquer indício de afronta, vamos pôr o povo brasileiro na rua”, afirmou Edinho em entrevista ao ICL Notícias. Segundo o dirigente, a Executiva Nacional do PT se reunirá na quinta-feira (29) com lideranças de movimentos sociais para discutir um plano de mobilização em defesa do resultado eleitoral.
A proposta, explicou Edinho, é organizar uma reação caso surjam iniciativas para questionar a vitória de Lula. O presidente do partido também disse que a mobilização deve mostrar que eventuais contestações não representam a maioria da sociedade brasileira. Na avaliação dele, declarações que põem o resultado em dúvida podem estimular grupos que já questionam o sistema eleitoral.
Trump afirmou nesta segunda-feira que a votação “pareceu fraudada”, mas não apresentou provas para sustentar a declaração. Também disse que gosta de Lula e que mantém uma boa relação com o presidente brasileiro. A manifestação ocorreu após Lula vencer o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que não reconheceu a derrota e anunciou que pretende recorrer à Justiça para tentar anular o resultado.
Integrantes do PT interpretaram a fala do presidente norte-americano como um sinal de apoio às contestações do grupo político derrotado. Edinho criticou a declaração e afirmou que ela pode dar legitimidade a setores que questionam a eleição. “O que mais me assusta é que quem legitima isso é o Trump”, disse.
O dirigente também associou a postura de Flávio Bolsonaro ao histórico de questionamentos eleitorais do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Como exemplo, mencionou os atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, após a derrota eleitoral de 2022. Edinho reconheceu diferenças entre os cenários, mas afirmou que o partido considera necessária uma resposta pública a qualquer tentativa de deslegitimar a votação. A reunião de quinta-feira deverá reunir integrantes da direção nacional e lideranças de movimentos sociais para definir os próximos passos.








