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PSD fecha questão pelo voto distrital misto e expulsará dissidentes


Kassab anuncia apoio do PSD ao voto distrital misto e diz que a decisão é irreversível (Foto: Instagram)

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (27.out.2026) que o partido decidiu apoiar a adoção do voto distrital misto no Brasil. Filiados contrários à proposta serão convidados a deixar a sigla. Segundo Kassab, esta será a primeira vez que o partido toma uma decisão desse tipo desde sua fundação.

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“É uma decisão que a gente tomou pelo bem do Brasil. Podemos até ficar com 1 parlamentar, com 2, mas é irreversível”, declarou Kassab. Ele participou do evento “Brasil Quadriênio 2027–2030: O que esperar dos eleitos?”, promovido pelo Dominium Group, com apresentação da Eneva e patrocínio da AXIA Energia.

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Na proposta defendida por Kassab, cada integrante do Congresso Nacional seria eleito individualmente, dentro dos limites geográficos de um distrito, pela maioria dos votos, simples ou absoluta. O presidente do PSD considera o voto distrital misto a principal alternativa para aperfeiçoar o sistema político brasileiro e aproximar os eleitores de seus representantes.

Kassab afirmou que o modelo poderia melhorar a representação política no Congresso, ampliar a fiscalização dos parlamentares pela população e aumentar o compromisso dos eleitos com as demandas das regiões que representam. Na avaliação dele, o sistema atual beneficia candidatos que recebem votos em diferentes localidades sem necessariamente criar vínculos com os eleitores. Isso, disse, pode levar congressistas a priorizar a repercussão de declarações e a produção de manchetes, em vez de discutir propostas para o país. “Não tem como você construir a melhoria do sistema político brasileiro com uma melhor representação, com mais legitimidade, dando à sociedade mais capacidade de fiscalização do que o voto distrital misto”, afirmou.

O presidente do PSD também criticou o distritão, sistema em que são eleitos os candidatos mais votados, sem que a votação dos partidos determine o resultado. Para Kassab, esse modelo poderia enfraquecer as siglas e ampliar a influência de grupos organizados na composição do Congresso. Ele defendeu que o sistema eleitoral ajude a elevar o padrão da política e a reduzir a distância entre a população e seus representantes.

Sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um novo mandato, Kassab disse que o PSD pretende colaborar com a administração sem abrir mão de sua independência política. A sigla apoiará propostas consideradas positivas para o país e trabalhará contra medidas que julgar inadequadas. O partido também poderá participar do governo, desde que isso não signifique submissão ao Executivo. “O PSD é um partido de centro”, afirmou Kassab, acrescentando que a legenda reúne integrantes com posições distintas e pretende colaborar com o governo e fiscalizá-lo durante o novo mandato.

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