
Schwartsman afirma que risco de recessão em 2027 aumenta muito sem corte de gastos e reformas fiscais (Foto: Instagram)
O economista Alexandre Schwartsman afirmou que a possibilidade de uma recessão em 2027 “aumenta muito” caso o governo não reduza despesas e não promova reformas fiscais. Na avaliação dele, um ajuste nas contas públicas abriria espaço para juros mais baixos e, consequentemente, para um crescimento maior do Produto Interno Bruto.
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Schwartsman foi diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Naquele período, Henrique Meirelles presidia o BC. Lula foi eleito para o quarto mandato no domingo (25.out.2026) e permanecerá no cargo até 2031.
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O economista disse ter dúvidas se a falta de ação na área fiscal poderá levar a um resultado semelhante ao registrado no segundo mandato de Dilma Rousseff. Em 2015, primeiro ano daquele mandato, o PIB recuou 3,5%. No ano seguinte, a ex-presidente perdeu o cargo após um processo de impeachment.
Entre as mudanças que considera necessárias, Schwartsman mencionou a revisão das regras para o aumento real do salário mínimo, a unificação de programas sociais e uma nova reforma da Previdência Social. Segundo ele, essa reforma deveria contribuir para reduzir os gastos públicos.
O economista também criticou uma declaração de Lula, feita em setembro de 2026, na qual o presidente chamou de “uma babaquice” a busca por superávit primário. Schwartsman observou que, durante o primeiro mandato de Lula, houve ampliação do superávit primário e aprovação, pelo Congresso, da reforma da Previdência proposta pelo governo.
Apesar desse histórico, Schwartsman considera improvável que o governo busque um superávit primário significativo ou realize reformas no quarto mandato de Lula, a partir de 2027. “Todo mundo sabe o que tem que fazer. Mas o que ele vai fazer? Nada”, disse.
Na avaliação do economista, Lula tinha mais condições de implementar reformas em 2003, quando iniciava o primeiro mandato. Hoje, o histórico de medidas associadas ao aumento de gastos dificulta, segundo Schwartsman, que propostas de ajuste sejam aceitas pelos apoiadores do presidente.








