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Smart Sampa supera 10 mil prisões e ajuda a retirar condenados das ruas em SP


Smart Sampa já ajudou em milhares de prisões e na recuperação de veículos em São Paulo. (Foto: Instagram)

O Smart Sampa, programa de videomonitoramento da Prefeitura de São Paulo, já possibilitou a prisão de 3.629 foragidos da Justiça e ajudou em 6.850 prisões em flagrante desde novembro de 2024. Com 50 mil câmeras conectadas a algoritmos de inteligência artificial e reconhecimento facial, o sistema também contribuiu para recuperar 3.914 veículos furtados ou roubados e localizar 285 pessoas desaparecidas.

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Instalado em novembro de 2024 para modernizar a vigilância urbana, o Smart Sampa funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. A rede, considerada a maior infraestrutura de videomonitoramento da América Latina, reúne câmeras ativas em pontos estratégicos da capital. O balanço divulgado pela administração municipal contabiliza veículos e motocicletas recuperados, além de pessoas encontradas com o auxílio da biometria facial.

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A plataforma usa algoritmos para emitir alertas sobre vandalismo e intrusões, além de fazer leitura de placas por meio da identificação óptica de caracteres (OCR). No reconhecimento facial, imagens captadas pelas câmeras são comparadas com bases de dados da segurança pública. Quando um procurado é identificado, a central envia as coordenadas às viaturas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que fazem patrulhamento preventivo. O sistema também é integrado a órgãos de resposta, como o SAMU, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e as polícias Civil e Militar.

A tecnologia ajudou a localizar condenados por homicídio qualificado, evasão carcerária, associação a grupos criminosos e crimes sexuais. Em um dos casos, um alerta identificou Erick Brandão, condenado a 24 anos de prisão em regime fechado por homicídio, nas proximidades da AMA Capão Redondo, na Zona Sul. Uma equipe da GCM recebeu o aviso e localizou o foragido.

Em janeiro de 2026, um homem de 62 anos que ainda tinha mais de 20 anos de pena a cumprir por assassinato foi encontrado no Centro histórico. Na Zona Leste, outro homem, com mais de 18 anos de condenação por roubo e receptação, foi detido durante uma consulta médica com a esposa. Na região central, também foi recapturado um assaltante que tinha seis anos de prisão pendentes e não havia retornado ao presídio após uma saída temporária.

O monitoramento alcançou também pessoas procuradas por crimes internacionais. Em setembro de 2025, o sul-africano Sunny Okoro Ogbonna, condenado por tráfico internacional de drogas e procurado por seis mandados, foi detido no Centro. Ele ainda tinha mais de 5 anos de reclusão a cumprir e foi conduzido à Polícia Federal. Em janeiro de 2025, o sistema identificou na Rua 25 de Março Lin Xianbin, de 52 anos, apontado como integrante do Grupo Bitong, ligado à máfia chinesa. Ele cumpria pena de 18 anos por extorsão mediante sequestro e associação criminosa e estava foragido desde a saída temporária de Natal de 2023.

O Smart Sampa também recebeu atenção internacional. Em julho deste ano, o jornal francês Le Monde destacou a dimensão e os avanços operacionais do programa. No mesmo mês, a revista britânica The Economist mencionou a iniciativa municipal e apontou São Paulo entre os principais exemplos brasileiros de uso de tecnologia no combate à criminalidade.

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