
Donald Trump afirmou que não sabia da volta de María Corina Machado à Venezuela e disse esperar que a opositora esteja segura. O presidente também sinalizou que manterá o apoio a Delcy Rodríguez. (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou no domingo (25.out.2026) que não sabia que María Corina Machado havia voltado à Venezuela. Segundo agências internacionais, ele também indicou que manterá o apoio à líder interina do país, Delcy Rodríguez (PSUV, esquerda). Na Casa Branca, Trump disse a jornalistas que considera María Corina “uma mulher muito simpática” e mencionou que ela lhe deu o Prêmio Nobel. “Espero que ela esteja segura”, declarou, acrescentando que, na avaliação dele, os Estados Unidos estão “indo muito bem na Venezuela”.
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A fala ocorreu horas depois de María Corina, vencedora do Nobel da Paz em 2025, ser recebida por apoiadores em Caracas. Após passar 10 meses no exílio, ela escreveu em seu perfil no X: “Estou aqui. Com vocês”. No início deste ano, a líder opositora tentou voltar ao país diversas vezes, mas, em julho, autoridades norte-americanas pediram que adiasse o retorno.
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Integrantes do governo venezuelano haviam insinuado que María Corina seria presa se retornasse. No domingo (25.out), porém, não houve sinais de que os serviços de segurança a tivessem importunado durante sua passagem pela capital. Isso pode indicar que Washington autorizou a volta e orientou o governo de Delcy a não reagir. No mesmo dia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (Partido Republicano), afirmou no X que as condições para o retorno seguro da opositora resultaram diretamente das negociações de reconciliação apoiadas por Washington.
A volta ocorre em meio à indefinição sobre as eleições venezuelanas. Após forças norte-americanas capturarem o presidente deposto, Nicolás Maduro, em janeiro de 2026, Delcy Rodríguez, então vice-presidente, continuou no poder e se aproximou de Washington e de Trump. Em discurso à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 23 de setembro, Delcy afirmou que o país realizará eleições para escolher um novo presidente, mas não anunciou uma data.
Trump declarou em 2 de setembro que a Venezuela ainda não estava pronta para eleições democráticas, embora esperasse que a votação acontecesse “em breve”. María Corina, por sua vez, defende que a eleição presidencial seja realizada até julho de 2027. Ainda não está claro se o governo norte-americano apoia esse prazo, diante da parceria firmada com Delcy. Em agosto, Trump anunciou o que chamou de “o maior acordo de petróleo da história mundial” com a Venezuela, iniciativa posteriormente contestada por María Corina.
A líder da oposição chamou a atual administração venezuelana de “inimiga” dos Estados Unidos e afirmou que o grupo no poder não tem mandato democrático para negociar os recursos energéticos do país. “A riqueza do nosso subsolo não pertence a um regime ilegítimo – pertence ao povo venezuelano”, declarou na ocasião.








