
Flávio Bolsonaro entrou na Argentina com a família e embarcou em um voo privado com destino a Guayaquil, segundo registros migratórios. (Foto: Instagram)
A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou no país na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas. Depois, o grupo embarcou em um avião privado com destino a Guayaquil, no Equador.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Conforme o registro migratório, a família cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones, às 22h50. Às 23h30, quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado operado pela Baires Fly, cujo plano indicava Guayaquil como destino.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
As autoridades argentinas afirmaram que os quatro apresentaram documentos válidos e não tinham impedimentos legais para entrar no país. A travessia ocorreu sem incidentes. A confirmação se limita à autorização de ingresso na Argentina e não resolve a discussão sobre o cumprimento das determinações da Justiça brasileira.
Flávio havia sido intimado a entregar os passaportes à Polícia Federal, e o prazo para fazê-lo terminava na terça-feira. Os documentos, porém, não foram apresentados dentro do período estabelecido. Informações sobre o deslocamento da aeronave apontam que o Equador poderia ser uma escala antes de uma eventual continuação da viagem aos Estados Unidos. O registro argentino confirma apenas o trajeto até Guayaquil, sem comprovar a chegada da família aos Estados Unidos.
O governo americano informou que concederia vistos ao senador e aos familiares. A autorização de entrada, contudo, não representa concessão de asilo político, que depende de outro procedimento. A viagem ocorre após Flávio perder para Lula no segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25), e em meio às investigações relacionadas à ordem de entrega dos passaportes.
O senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um caso que envolve o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades.
