
Após viajar aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta na qual se declarou presidente eleito e fez acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas. (Foto: Instagram)
Após deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta na qual se apresenta como presidente eleito. Ele justificou a saída do país e contestou o resultado das eleições, sem apresentar provas. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito com a maioria dos votos, e o resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
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Na carta, Flávio agradeceu ao presidente argentino Javier Milei, a Donald Trump e aos americanos por acolherem sua família. Em seguida, alegou que houve fraude eleitoral e afirmou que Lula teria recebido mais de 10 milhões de votos adicionais entre o primeiro e o segundo turno. Também questionou uma decisão do STF que, segundo ele, estendeu o horário de votação, deixando eleitores sujeitos a regras diferentes. Acusou ainda a campanha adversária de abuso de poder político e econômico e uso da máquina pública, o que, em sua avaliação, justificaria a cassação da chapa Lula-Alckmin.
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O senador afirmou que, sete minutos depois do que chamou de fraude, um juiz teria iniciado uma perseguição política contra ele. Na carta, associou o magistrado a um escândalo de corrupção e disse que ele teria sido citado em um inquérito usado para tentar apreender seus passaportes. Flávio também alegou que o juiz não teria competência para abrir procedimentos contra ele e declarou não haver mandado de prisão, pois, segundo sua versão, não cometeu crime.
Flávio descreveu como etapas de uma suposta perseguição a apreensão do passaporte, o uso de tornozeleira eletrônica, a censura, a prisão domiciliar, um julgamento que classificou como encenado e uma condenação política. Disse ter levado a família aos Estados Unidos por segurança e afirmou que não fugiu, mas deixou o país para continuar atuando como liderança política. Também comparou sua situação à de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, estaria preso e censurado.
Para sustentar a ideia de que líderes podem lutar por seus países no exílio, citou Rui Barbosa, que enfrentou Floriano Peixoto; Charles de Gaulle, que comandou a França Livre a partir de Londres durante o regime de Vichy; e José Martí, que organizou a luta pela independência de Cuba em Nova York. Mencionou ainda Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado, da Venezuela, como opositores que, segundo a carta, enfrentaram o governo chavista.
Ao final, Flávio afirmou que a luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade estava apenas começando e disse representar seus 60 milhões de eleitores. Apelou às instituições brasileiras e à comunidade internacional para que não tratassem a situação do país como normal. Também declarou que lideraria a oposição dos Estados Unidos e citou Rogério Marinho, seu candidato à presidência do Senado, além de dizer aos apoiadores que não estavam derrotados nem sozinhos.
