Damares rejeita trocar anistia por apoio a Alcolumbre e prevê vitória no Senado

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Damares Alves rejeita acordo político ligado à reeleição de Davi Alcolumbre e diz que a oposição seguirá defendendo anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. (Foto: Instagram)

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) descartou um acordo que envolva apoiar a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em troca de medidas favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela afirmou que a oposição pretende ampliar a articulação no Congresso pela anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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Damares disse que a situação jurídica de Bolsonaro não será negociada por espaço ou poder político. A parlamentar também previu que a oposição vencerá a disputa pela presidência do Senado e defendeu uma atuação firme dos senadores de direita nas pautas prioritárias.

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“Não, ninguém vai negociar a vida do presidente da República por poder. Vamos lutar pelo que é nosso direito, anistia e impeachment, sem negociar a vida de ninguém”, declarou a senadora. Nos bastidores, a oposição trabalha para montar uma chapa única contra Alcolumbre. Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) estão entre os nomes cogitados para a candidatura.

Além da anistia, o grupo defende o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Damares não quis comentar a viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ocorrida menos de 48h depois da derrota na eleição. Ela afirmou, porém, que a determinação de apreender o passaporte de Flávio contribuiu para mobilizar a base oposicionista.

Segundo a senadora, a reação de apoiadores e da sociedade fortaleceu o grupo e aumentou sua disposição para atuar no Congresso. “O que aconteceu com o Flávio, que ele pegou o passaporte dele, sete minutos depois de uma eleição, nos fortaleceu. O nosso povo agora está mais forte”, afirmou.

Damares acrescentou que a sociedade cobra uma atuação mais efetiva dos parlamentares de oposição e avaliou que essa pressão deve levar a uma resposta mais contundente nas articulações legislativas. “Foi um tiro no pé. E nós vamos ganhar a presidência do Senado”, declarou, reiterando confiança na disputa.