
Deputados do Psol pedem cassação do mandato de Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)
Deputados federais e lideranças do Psol protocolaram, nesta terça-feira (27.out.2026), um pedido de cassação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Mesa Diretora do Senado Federal. O documento cita relatos de aliados de que ele deixou o Brasil. Até as 18h, o paradeiro do senador não havia sido confirmado.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Na segunda-feira (26.out), Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes em até 24 horas, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O prazo terminou ao meio-dia, mas o senador não apresentou os documentos.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Na madrugada de terça-feira (27.out), o site argentino Infobae noticiou que Flávio viajou à Argentina em um jatinho particular e que, de lá, seguiria para os Estados Unidos.
O pedido solicita a abertura de apuração sobre possível abandono de cargo e descumprimento dos deveres do mandato. Também requer a suspensão de salários e benefícios durante a ausência, a análise legal e regimental de eventual perda do mandato e o envio das apurações à Mesa do Senado e às instâncias disciplinares competentes.
O mandato de Flávio no Senado termina oficialmente em dezembro de 2026. Cabe ao presidente do Senado ou ao colegiado da Mesa Diretora decidir se o pedido terá andamento oficial ou será arquivado.
Assinam o documento os deputados federais Sâmia Bomfim (Psol-SP), Fernanda Melchionna (Psol-RS), Glauber Braga (Psol-RJ), Fábio Félix (Psol-DF), Renato Freitas (PT-PR) e Jones Manoel (Psol-PE), além da vereadora Vivi Reis (Psol-PA).
Em Brasília, uma equipe esteve na residência de Flávio, no Lago Sul. As janelas estavam fechadas e ninguém atendeu ao interfone. Mais cedo, três comboios deixaram o local.
Flávio afirmou que a determinação de Moraes se baseou em uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista gravada nos Estados Unidos, onde mora, Eduardo disse que apoiaria a saída do irmão do país caso ele perdesse a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio negou que deixaria o Brasil.
