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Eduardo defendeu que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição


O paradeiro de Flávio Bolsonaro ficou incerto após a derrota para Lula no 2º turno. (Foto: Instagram)

Dois dias antes do 2º turno das eleições, na 6ª feira (23.out.2026), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), deveria deixar o Brasil se não fosse eleito presidente. O paradeiro do senador ficou incerto nesta 3ª feira (27.out), depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O site argentino Infobae noticiou uma possível saída de Flávio do país após o resultado eleitoral. A agência Reuters informou que o senador teria viajado para os Estados Unidos. Aliados também deram como certa sua saída do Brasil, mas, até a publicação do texto, autoridades brasileiras não haviam confirmado a informação.

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Eduardo fez a declaração durante o programa ao vivo norte-americano “Louder with Crowder”, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder. Ele disse ser favorável a que o irmão deixasse o país caso não vencesse a eleição e repetiu que essa era sua posição.

Segundo Flávio, a fala de Eduardo levou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a determinar, na 2ª feira (26.out), que a Polícia Federal intimasse o senador a entregar seus passaportes. Horas depois, Flávio se encontrou com o advogado Frederick Wassef, aliado da família.

O senador é investigado em 2 inquéritos no Supremo. Um deles, relatado por Moraes, apura suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. O outro investiga o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Após a derrota no 2º turno, Flávio não reconheceu a vitória do adversário e disse que pediria a anulação do pleito. No dia seguinte, alterou a estratégia e afirmou que buscaria a cassação da chapa petista, alegando possíveis abusos de poder político e econômico durante a campanha.

Eduardo vive autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele afirma que deixou o Brasil por causa de uma “perseguição política” contra a família. Desde então, perdeu o mandato na Câmara por faltas e foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Se retornar ao Brasil, Eduardo terá de enfrentar os efeitos da condenação imposta pelo Supremo. A Corte concluiu que ele usou sua atuação nos Estados Unidos para pressionar ministros durante o julgamento da ação penal contra seu pai, Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado. Alexandre de Moraes já expediu um mandado de prisão imediata contra ele.

Em 20 de julho, Eduardo obteve um green card do governo de Donald Trump (Partido Republicano). O documento permite que permaneça nos Estados Unidos por tempo indeterminado, trabalhe no país e tenha acesso a benefícios estaduais de saúde. Em entrevista, porém, ele disse que pretende voltar ao Brasil quando houver condições para isso.

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